Aesculus hippocastanum L.

Castanha-da-Índia.

Família 
Informações gerais 

Originária dos Balcãs (norte da Grécia), leste e oeste da Europa, onde é muito utilizada como ornamental. Suas principais indicações medicinais são: venotônica, adstringente, anti-hemorroidária, anti-inflamatória, analgésica, antitérmica suave e antidiarreica[1,2,3,4,5,6,7].

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 27-35.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 4 ed. São Paulo: Bertolucci, 2024, p. 26-28.
3 - BARNES, J. et al. Plantas medicinales. 1 ed. Barcelona: Pharma Editores, S.L., 2005, p. 141-143.
4 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 92.
5 - BARNES, J. et al. Herbal Medicines. 3 ed. London: Pharmaceutical Press, 2007, p. 363-366.
6 - KRAFT, K.; HOBBS, C. Pocket Guide to Herbal Medicine. New York: Thieme Stuttgart, 2004, p. 77.
7 - HAWRELAK, J. A. et al. Western herbal medicines in the treatment of irritable bowel syndrome: a systematic review and meta-analysis. Complement Ther Med, v. 48, p.1-48, 2020. doi: 10.1016/j.ctim.2019.102233
Descrição da espécie 

Árvore robusta, que pode chegar até 35 m de altura, com caule ereto, cilíndrico e ramificado, córtex lenhoso liso e branco, de copa densa; folhas dentadas, multifoliolada (6 ou 7 folíolos), opostas, longo-pecioladas; flores com numerosos racimos piramidais rasados e brancos; fruto tipo cápsula, grande, liso, castanho, com cicatriz redonda e pálida, rodeada por casca carnosa coberta de espinhos; as sementes são duras, irregularmente subesféricas, com cerca de 2,5 a 4,0 cm de comprimento, possuem testa lisa, coriácea, quebradiça, de cor castanho-avermelhada ou castanho-claro, lustrosa, com a presença de hilo[1,2]

Referências descrição da espécie
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 27-28.
2 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 403.
Etnobotânica
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Castanha-da-Índia Brasil Semente

Anti-hemorroidária, no tratamento de varizes e varicocele.

Tintura.

Tomar 20 a 30 gotas em meia xícara de água (100 mL) após café da manhã e jantar.

Usar com cautela em pacientes em tratamento com anticoagulantes, anti-inflamatórios não esteroidais, corticosteroides, anticoncepcionais e repositores hormonais. Contraindicado o uso na gravidez e lactação.

[ 1 ]
Castanha-da-Índia Brasil Semente

No tratamento da fragilidade capilar e insuficiência venosa (hemorroidas e varizes).

Decocção: 1,5 g (meia colher de sopa) em 150 mL (1 xícara de chá) de água.

Tomar 1 xícara de chá 2 vezes ao dia, após as refeições. 

Usar com cautela em pacientes em tratamento com anticoagulantes, anti-inflamatórios não esteroidais, corticosteroides, anticoncepcionais e repositores hormonais. Contraindicado o uso na gravidez e lactação.

[ 1 ]
Castanha-da-Índia e buckeye Shankaracharya Hill (Srinagar, Índia) Semente

Analgésica e anti-inflamatória.

Óleo.

-

Uso externo.

[ 2 ]
Castanha-da-Índia e buckeye Shankaracharya Hill (Srinagar, Índia) Semente

Anticaspa.

Pasta: misturar o pó vegetal em óleo de mostarda.

Uso externo: aplicar no couro cabeludo meia hora antes de lavar.

-

[ 2 ]
Castanha-da-Índia e buckeye Shankaracharya Hill (Srinagar, Índia) Semente

No tratamento de queimaduras por frio, abscesso e hemorroida.

Decocção ou pasta.

Uso externo.

-

[ 2 ]

Referências bibliográficas

Anti-inflamatória e Antiviral

Anti-inflamatória e Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Em culturas de macrófagos murinos (J774A.1), de células Vero E6, CRFK e Calu-3, transfectadas com cepas de SARS-Cov-2 e CCoV, pré ou pós-incubadas com a solução vegetal, com posterior análise da adsorção, penetração, níveis de IL-6 e TNF-α.

Observou-se que Aesculus hippocastanum apresenta atividade antiviral, além de modular citocinas inflamatórias em células infectadas.

[ 9 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Casca

Extrato: decocção do material vegetal em água/etanol (30:70%). Concentrações para ensaio: 2,5 a 80 µg/mL.

In vitro:

Determinar atividade antioxidante através da eliminação do radical ABTS, por Espectroscopia Paramagnética Eletrônica (EPR), reação de Fenton, radical superóxido e redução do radical Fremy’s Salt.

Em cultura de leucócitos polimorfonucleares de humanos incubados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de espécies reativas ao oxigênio e nitrogênio (Quimioluminescência - LACL); em células de carcinoma pulmonar de humanos (A549) incubadas com o extrato vegetal com posterior análise da peroxidação lipídica (MDA).

 

O extrato de A. hippocastanum apresenta atividade antioxidante significativa.

[ 3 ]
Flor

Extrato: 250 g do material vegetal em clorofórmio, seguidamente, metanol, éter dietílico, acetato de etila e n-butanol, seguidamente.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante (ONOO, FRAP, TBARS e proteínas) e hemostática (agregação induzida por ADP) em plasma de humanos incubados com o extrato e frações vegetais.

 

O extrato e frações de A. hippocastanum apresenta atividade antioxidante, contudo não demonstra ações antiagregante e anticoagulante significativas.

[ 10 ]

Antiviral

Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Pó liofilizado.

In vitro:

Em linhagens celulares epiteliais do tecido ocular de humanos (HCLE e IOBA-NHC), de carcinoma pulmonar de humanos (A549), de macrófagos murino (J774A) e células Vero, incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), atividade antiviral e virucida (vírus da herpes tipo 1, teste de placa), sinalização das vias NF-kB e AP-1 (ensaio repórter de luciferase) e níveis de TNF-α e IL-6 (ELISA).

 

O extrato de A. hippocastanum apresenta atividade antiviral, além de modular a produção de citocinas.

[ 1 ]
Semente

Pó liofilizado: padronizado com 3 a 6% de escina. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,1 a 100 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 10 mg/kg.

In vitro:

Em cultura de células de câncer epidermoide de humanos (HEp-2), câncer de pulmão (A549), macrófagos murino (J774A.1) e células Vero incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), atividade antiviral e virucida (vírus sincicial respiratório, teste de placa), sinalização das vias NF-kB e AP-1 (ensaio repórter de luciferase) e níveis de TNF-α e IL-6 (ELISA).

 

In vivo:

Em camundongos Balb/c portadores de infecção pulmonar induzida pelo vírus SVR, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, fisiologia pulmonar e nível de expressão de TNF-α, IFN-γ, IL-6, IL-4 e IL-17A em homogenato pulmonar.

O extrato de A. hippocastanum apresenta atividade antiviral, além da ação imunomoduladora.

[ 2 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato. Rendimento: 1%. Outras espécies em estudo: Salvia officinalis, Scutellaria baicalensis, Phellodendron amuren, Gingiber officinale e Astragalus sinicus.

In vitro:

Em fibroblastos da pele de humanos (em gel de colágeno) incubados com os extratos vegetais, citocalasina D, inibidor da enzima quinase, complexo exoenzima C3/lipofectina e formalina/metanol com posterior análise da força de contração celular.

 

Observou-se que A. hippocastanum induz a contração de fibroblastos mais potente, principalmente por estresse celular e ativação da proteína Rho/Rho quinase.

[ 4 ]

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,1 a 10 µg/mL. Concentrações para ensaio (in vivo): 0,1 e 1%.

In vitro:

Em fibroblastos dérmicos de humanos (HDFs) incubados com extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT) e expressão de fibronectina e α-SMA (Western blotting e Imunocitoquímica).

 

In vivo:

Em camundongos Sprague-Dawley portadores de incisões circulares dorsais com sutura, tratados topicamente com extrato vegetal, com posterior análise da resistência à tração da lesão e de parâmetros histológicos.

O extrato de A. hippocastanum apresenta atividade cicatrizante.

[ 5 ]
-

Pó: a partir do extrato aquoso. Concentrações para ensaio (in vitro): 0,1 a 10 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 0,1 e 1%.

In vitro:

Em cultura de fibroblastos dérmicos de humanos (HDFs) incubados com o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (MTT), expressão de α-actina do músculo liso, fibronectina e vimentina (Western blotting e Imunofluorescência).

 

In vivo:

Em camundongos Sprague-Dawley submetidos a lesões cutâneas (longitudinal e circular), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da resistência a tração e parâmetros histológicos.

[ 12 ]

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Venoplant® (comprimidos): contendo 263,2 mg de extrato seco, padronizado com 50 mg de aescina. Doses para ensaio: 65,8 a 263,2 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss-Kunming portadores de lesões hepáticas induzidas por concanavalina A, pré-tratados com extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (AST, ALT, PT, Alb e A/G), histopatológico e em homogenato hepático para análise dos níveis de MDA, GSH, atividade de SOD, apoptose, atividade da caspase 3, níveis de TNF-α e IFN-γ (imunoabsorção enzimática) e expressão de c-JNK e p-JNK (Western blotting).

O extrato de A. hippocastanum apresenta atividade hepatoprotetora, devido a redução dos níveis de espécies reativas ao oxigênio e inibição da via JNK.

[ 6 ]
Semente

Extrato: comprimido contendo 263,2 mg de extrato seco, padronizado com 50 mg de escina. Doses para ensaio: 65,8 a 263,2 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos portadores de lesão hepática induzida por concanavalina A, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos plasmático e no tecido hepático (TNF-α, IFN-γ, ALT, AST, PT, Alb, Alb/globulina, MDA, SOD e GSH), apoptose (microscopia de fluorescência), atividade da caspase-3 e expressão de citocromo-c, Bax, Bcl-2, c-Jun (Western blotting).

O extrato de A. hippocastanum apresenta atividade hepatoprotetora, pois inibe o estresse oxidativo e a apoptose via JNK/p-JNK.

[ 11 ]

Nefroprotetora

Nefroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Semente

Venotrex® (comprimidos): contendo 263,2 mg de extrato seco, padronizado com 50 mg de aescina. Dose para ensaio: 20 mL/kg.

In vivo:

Em ratos Sprague-Dawley portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (citocinas, peroxidação lipídica, glicose, nitrogênio ureico e creatinina), histopatológicos, imunoexpressão da fibronectina e análise da urina (proteinúria).

O extrato de A. hippocastanum apresenta atividade nefroprotetora, contudo não reduz os níveis glicêmicos.

[ 7 ]

Vasoconstritora

Vasoconstritora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato hidroalcoólico. Concentração para ensaio: 0,1 a 10 mg/mL.

In vitro:

Em veias mesentéricas e artérias bovinas incubadas com extrato vegetal, indometacina, cetanserina, prazosina e saralasina com posterior análise de contratilidade vascular.

Em sangue venoso de humanos saudáveis pré-incubado com o extrato vegetal, cetanserina e adenosina difosfato (ADP), com posterior análise de agregação plaquetária.

 

O extrato de A. hippocastanum apresenta atividade vasoconstritora, mediada parcialmente por receptores 5-HT2A (cetanserina), além da ação antiagregante plaquetária.

[ 8 ]

Referências bibliográficas

Referências bibliográficas

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Componente

Quantidade

Álcool etílico/água 70%

1000 mL

Sementes secas

100 g

Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de sementes secas trituradas e colocar em frasco de vidro âmbar. Em seguida adicionar 1000 mL de álcool etílico a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Insuficiências venosas periféricas e fragilidade capilar (BRASIL, 2016, 2018) e em hemorroidas (BRASIL, 2018).

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Referências bibliográficas

1 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 4 ed. São Paulo: Bertolucci, 2024, p. 26-28.

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 ]
Marcador:
escina
Principais substâncias:

Ácidos

cítrico, esculitânico, glicurônico, tíglico e acético.

Ácidos graxos

Aminoácidos

betaína, adenina, adenosina e guanina.

Cumarinas

esculosídeo, esculetina, aesculetina, fraxina, fraxetina, frasetina, escopolina e escopletina.

Fitosteróis

β-sitosterol, estigmasterol, campesterol, plastoquinona e α-spinasterol.

Flavonoides

caempferol, canferol, quercetina, astragalina, isoquercetrina, rutina, leucocianidina, esculina e tamarixetina.

Minerais

potássio, cálcio e fósforo.

Oligossacarídeos

Outras substâncias

alantoína.

Polissacarídeos

pectina.

Saponinas triterpênicas

aescina, aescigenina, protoescigenina, afrodescina, argirescina e criptoaescina.

Taninos

catequina e epicatequina.

Vitaminas

B, B8, K1, C e pró-vitamina D.

Referências bibliográficas

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2024
Arquivo: PDF icon Download (673.24 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2024
Arquivo: PDF icon Download (259.61 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2024
Arquivo: PDF icon Download (197.32 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ano de Publicação: 2020
Arquivo: PDF icon Download (359.56 KB)

Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Agência Europeia de Medicamentos
Ano de Publicação: 2020
Arquivo: PDF icon Download (142.76 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2019
Arquivo: PDF icon Download (654.43 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2019
Arquivo: PDF icon Download (245.8 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2019
Arquivo: PDF icon Download (177.66 KB)

Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Medicamentos e Produtos de Saúde do Canadá
Ano de Publicação: 2018
Arquivo: PDF icon Download (118.33 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2017
Arquivo: PDF icon Download (169.71 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2017
Arquivo: PDF icon Download (631.16 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira
Ano de Publicação: 2016
Arquivo: PDF icon Download (116.67 KB)

Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Agência Europeia de Medicamentos
Ano de Publicação: 2012
Arquivo: PDF icon Download (100.23 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2010
Arquivo: PDF icon Download (291.47 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2003
Arquivo: PDF icon Download (153.19 KB)

Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Organização Mundial de Saúde
Ano de Publicação: 2003
Arquivo: PDF icon Download (160.77 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1959
Arquivo: PDF icon Download (109.8 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
Arquivo: PDF icon Download (54.88 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 1926
Arquivo: PDF icon Download (26.14 KB)

Advertências: 

suspender o uso se houver alguma reação indesejável. Se os sintomas persistam por mais de 2 semanas (desconforto nas pernas) ou 5 dias (auxiliar nos sinais de contusão) durante o uso do fitoterápico, o médico deverá ser consultado. Pomadas contendo escina devem ser aplicadas suavemente sobre a pele, caso contrário, podem causar ou piorar a flebite. Em caso de inflamação da pele, tromboflebite, endurecimento subcutâneo, dor, úlceras, edema súbito de um ou ambos os membros inferiores, insuficiência cardíaca ou renal e se os sintomas piorarem ou ocorrerem sinais de infecções de pele durante o uso do medicamento, um médico deverá ser consultado. As formulações de uso tópico não devem ser utilizadas em feridas abertas, em torno dos olhos e em mucosas[1,3,4,5,6].

Contraindicações: 

em gestantes, lactantes e pacientes alcoolistas, abstêmios ou em tratamento para o alcoolismo (referente ao uso de formulações contendo etanol), insuficiência renal ou hepática, sangramento ou lesões ulcerosas da mucosa digestiva. Não deve ser usado por crianças até 7 anos, em quem são mais frequentes os casos de hipersensibilidade[1,2,3,4].

Efeitos colaterais e toxicidade: 

pode ocorrer cefaleia, tonturas, prurido, reações alérgicas e irritação gástrica. Altas doses podem provocar vômitos, gastrite (aesculina), sede excessiva, eritema facial, distúrbios visuais, alteração de consciência, urticária, espasmos musculares e hipersensibilidade. Sangramentos e equimoses podem ocorrer devido à atividade antitrombótica da aesculina (hidroxicumarina). Hepatotoxicidade e nefrotoxicidade somente ocorrem em casos de intoxicação. Em doses muito elevadas a aescina pode agravar nefropatias pré-existentes. Os frutos, as folhas e as cascas mais velhas são tóxicas e pode conferir à urina uma cor avermelhada. Evitar qualquer preparação de uso parenteral, pois pode trazer muitos efeitos colaterais graves, principalmente danos hepáticos, renais e à medula óssea, além de hemólise. O pólen desta planta pode causar febre do feno[1,2,5,6,7].

Interações medicamentosas: 

potencializa o efeito de Hamamellis virginiana e Hydrastis cannadensis. Risco muito aumentado de sangramento se associado com anticoagulantes (varfarina, heparina ou clopidogrel) ou anti-inflamatórios (AAS, ibuprofeno o naproxeno). Evitar associação com sais alcalinos, ferro e iodo, pois interferem na absorção. A aescina pode se ligar as proteínas plasmáticas inferindo no metabolismo de outras drogas. Pode intensificar o efeito hipoglicemiante em pacientes diabéticos em uso de hipoglicemiantes orais ou insulina, bem como alterar a eficácia de medicamentos com ação antiácida ou antiúlcera, pois esta planta é irritante ao trato gastrointestinal. O efeito laxativo pode ser potencializado quando associada ao sene. Nas formulações via oral para varizes e hemorroidas, sempre associar com vitamina C, para potencializar o seu efeito. Nunca usar juntamente com drogas nefrotóxicas, como a gentamicina[1,2,3,4,5,6,7,8]

Referências bibliográficas

Propagação: 

a reprodução é realizada por sementes, sendo que estas são recalcitrantes e  apresentam dormência de 15 semanas [ 1 ] .

Tratos culturais & manejo: 

cresce em climas temperados [ 1 ] .

Pós-Colheita: 

a colheita deve realizada em agosto, quando possui cerca de 28% de aescina, sendo que em outros meses do ano a concentração pode cair para 5% [ 1 ] .

Referências bibliográficas

1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 1. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 28.

Parceiros