Ocimum gratissimum L.

Alfavacão, alfavaca-cravo e alfavaca.

Família 
Informações gerais 

Originária da Índia e África Ocidental, ocorre espontaneamente no Brasil. Esta espécie é muito cultivada e apreciada na forma de chá, e também como condimento na culinária. Suas principais indicações são: broncodilatadora, antisséptica, analgésica, anti-inflamatória, cicatrizante, febrífuga, antibacteriana, antifúngica, antiviral, antialérgica, repelente de insetos, orexígena, carminativa, diurética, antioxidante, hepatoprotetora, hipoglicemiante, tônica geral e hemostática[1,2,3,4,5].

Referências informações gerais
1 - MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas medicinais usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. 2 ed. Fortaleza: Imprensa Universitária – UFC, 2000, p. 173-174.
2 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 358.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 167-171.
4 - SHIVASHANKARA, A. R. et al. Dietary agents in the prevention of alcohol-induced hepatotoxicty: preclinical observations. Food Funct, v. 3, n. 2, p.101-109, 2012. doi: 10.1039/c1fo10170f
5 - UGBOGU, O. C. et al. A review on the traditional uses, phytochemistry, and pharmacological activities of clove basil (Ocimum gratissimum L.). Heliyon, v. 7, n. 11, p.1-17, 2021. doi: 10.1016/j.heliyon.2021
Descrição da espécie 

Subarbusto perene, aromático, ereto, anual, de 1 a 3 m de altura, caule ereto com secção arredondada a quadrangular, muito ramificado, pubescente (quando jovem), lenhoso (quando velho); folhas opostas, ovalado-lanceoladas, delgada, pubescente, membranáceas, com bordos denteados, de 4 a 10 cm de comprimento, com pecíolos de 2 a 4,5 cm de comprimento; flores pequenas, roxo-pálidas, dispostas em racemos paniculados curtos e agrupados; fruto do tipo aquênio, com 4 sementes (tetraquênio); as sementes são pequenas, oblongos, de coloração preta[1,2].

Referências descrição da espécie
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 167.
2 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 320.
Etnobotânica
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Alfavaca-cravo Nordeste (Brasil) Parte aérea

Bactericida, analgésica, antisséptica e aromatizante bucal.

Chá ou tintura (10 a 20% de etanol diluído).

Na forma de bochechos após escovação dos dentes.

-

[ 1 , 2 ]
Alfavaca-cravo Nordeste (Brasil) Parte aérea

Antigripal (para crianças) e em casos de nervosismo e paralisia. 

-

Na forma de banhos. 

-

[ 1 , 2 ]
Alfavaca Ceará (Nordeste, Brasil) Folha

Larvicida (miíase nasal e do ouvido) e repelente de insetos (longa duração). 

In natura (em pedaços).

Uso local. 

-

[ 3 , 4 ]
Alfavaca Ceará (Nordeste, Brasil) Planta toda

Sudorífica, antitussígena, tônica e no tratamento do resfriado.

Infusão.

Uso oral.

-

[ 3 , 4 ]
Alfavaca Ceará (Nordeste, Brasil) Parte aérea

Sudorífica e tônica (nos sintomas de fraqueza).

Infusão.

Uso local: na forma de banhos.

-

[ 3 , 4 ]
Albahaca e basilienkraut Colômbia (Zona Tropical) -

Orexígena, antirreumática, no tratamento de problemas menstruais, dor de cabeça e nas costas, resfriados e coqueluche.

 Infusão. 

-

-

[ 5 ]
Albahaca e basilienkraut Colômbia (Zona Tropical) -

Antitérmica, sudorífica, antiofídica, antidiarreica, no tratamento de dor de ouvido, doenças sexuais e cutâneas (parasitas e ácaros).

Decocção.

-

-

[ 5 ]
Efínrín nla, Efìnrín osó, efínrín ògàjà, amówókúrò ayé, wòròmobà e efínrín Indígenas Yorubá (Comunidade de Matriz Africana) Folha

No tratamento de micoses.

Uso externo: na forma de banhos.

-

-

[ 6 ]
Efínrín nla, Efìnrín osó, efínrín ògàjà, amówókúrò ayé, wòròmobà e efínrín Indígenas Yorubá (Comunidade de Matriz Africana) Folha ou raiz

Antitussígena, no tratamento de dores de cabeça e bronquite.

Xarope (com mel).

-

-

[ 6 ]
Efínrín nla, Efìnrín osó, efínrín ògàjà, amówókúrò ayé, wòròmobà e efínrín Indígenas Yorubá (Comunidade de Matriz Africana) Raiz

Antidiarreica, sedativa (para crianças), no tratamento de distúrbios estomacais e dores de cabeça.

Decocção.

-

-

[ 6 ]
Tchao e ciyayo Benin (África Ocidental) Folha e caule

Antifúngica (candidíase).

Decocção ou amassada.

Uso oral ou tópico.

-

[ 7 ]
- Ado Ekiti (Nigéria) Folha (fresca)

Hipoglicemiante. Outras espécies vegetais indicadas para o tratamento do diabetes nesta região: Anthocleista djalonensis, Vernonia amygdalina e Mormodica charantia.

Decocção.

-

A superdosagem pode provocar tonturas e dores no estomago.

[ 8 ]
Ouwali Kakamega (Quênia) Folha

Antitumoral (colorretal).

Infusão: 30 g material vegetal (pó) em 1 L de água. Associar com Glinsoga parviflora, Senna didymobotyra e Triumfetta rhomboidea.

Tomar 1 copo 2 vezes ao dia/2 semanas.

-

[ 9 ]
Efinrin Nigéria Folha

No tratamento do sarampo.

Decocção: associar com Newbouldia laevis, Mormodica charantia e Vernonia amygdalina.

Tomar 3 vezes ao dia.

-

[ 10 ]
Efinrin Nigéria Folha

No tratamento do sarampo.

Pomada: contendo o sumo do material vegetal fresco. Associar com Vernonia amygdalina e Butyrosperum parasoxum.

Uso tópico: aplicar no local 2 vezes ao dia após o banho.

-

[ 10 ]
Efinrin Nigéria Folha

No tratamento do sarampo.

Maceração: material vegetal (fresco) em vinho de palma/24 horas. Associar com Vernonia amygdalina.

Tomar 1 xícara (de chá) 2 vezes ao dia até melhora dos sintomas.

-

[ 10 ]
Ram-thulasi Colinas Malaiyur e Javadhu (Índia) Folha

No tratamento de conjuntivite e dor de ouvido.

Suco.

Uso externo.

-

[ 11 ]
Ram-thulasi Colinas Malaiyur e Javadhu (Índia) Folha

Vermífuga (em crianças).

-

Uso oral. 

-

[ 11 ]
Ram-thulasi Colinas Malaiyur e Javadhu (Índia) Folha

No tratamento de picadas de escorpião e vespas.

Pasta.

Uso externo.

-

[ 11 ]
Ram-thulasi Colinas Malaiyur e Javadhu (Índia) Folha

No tratamento de infecções de pele.

Pasta com sal.

Uso externo.

-

[ 11 ]
Ram-thulasi Colinas Malaiyur e Javadhu (Índia) Folha e raiz

Antitérmica.

Decocção: adicionar gengibre e adoçante.

Uso interno.

-

[ 11 ]
- Lagoa Aby, Costa do Marfim (África) Folha

No tratamento de dor de cabeça.

Suco.

Aplicar nas narinas, na forma de gotas.

-

[ 12 ]
- Lagoa Aby, Costa do Marfim (África) Folha

Antitussígena.

Suco.

Aplicar nas narinas ou olhos, na forma de gotas.

-

[ 12 ]
- Lagoa Aby, Costa do Marfim (África) Folha

Anticonvulsivante.

Suco. 

Aplicar nos olhos, na forma de gotas.

-

[ 12 ]
- Reserva indígena em Rio das Cobras-PR (Brasil) Folha

Antigripal, no tratamento de dor de dente e feridas.

Chá.

Uso interno ou externo (lavar as feridas).

-

[ 13 ]
Tea bush e efinrin nla Lagos (Nigéria) Folha

Antidiabética.

Infusão ou decocção: associar com Peperomia pellucida, Vernonia amygdalina, Bridelia micranta, Allium sativum, Momordica charantia, Carica papaya ou Bidens pilosa.

Tomar 1 copo 3 vezes ao dia.

-

[ 14 ]
Efinrin Indígenas Nigerianos Folha

Antirreumática, antitérmica, antidiarreica, anti-hemorroidária, anti-inflamatória (olhos e garganta), no tratamento da paralisia, epilepsia, doença mental e problemas estomacais.

-

-

-

[ 15 ]
- África Folha e semente

No tratamento da dor de cabeça.

Infusão ou decocção.

Uso oral ou nasal.

-

[ 16 ]
Efinrin nla e foromoba Ile-Ifé (Osun, Nigéria) Folha

No tratamento de feridas.

Suco.

Uso externo: aplicar no local.

-

[ 17 ]
Efinrin nla e foromoba Ile-Ifé (Osun, Nigéria) Folha

Antimalárica.

Maceração em água.

-

-

[ 17 ]
Babusui, onunum, sulu e aprim Gana (África) Folha

Analgésica, antidepressiva e ansiolítica.

Decocção.

-

-

[ 18 ]

Referências bibliográficas

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em metanol. Doses para ensaio: 25 a 100 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos A/J portadores de alergia respiratória induzida por ácaro Blomia tropicalis (Bt), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do lavado broncoalveolar (atividade da peroxidase eosinofílica, níveis de IL-4 e anti-Bt IgE) e histológica pulmonar.

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade anti-inflamatória, principalmente na dose de 100 mg/kg, sendo promissor para o tratamento da asma alérgica.

[ 11 ]

Anti-inflamatória e Antinociceptiva

Anti-inflamatória e Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (fresco) em água. Doses para ensaio: 100 a 1200 mg/kg. Outras espécies em estudo: Mangifera indica (casca e folha), Psidium guajava (folha), Carica papaya (folha), Citrus sinensis (folha) e Ocimum gratissimum (folha).

In vivo:

Em ratos Wistar e camundongos Swiss tratados com os extratos vegetais, submetidos aos testes de hiperpirexia induzida por D-anfetamina e levedura Brewer, edema de pata induzido por carragenina, da placa quente, pressão mecânica e calor radiante na cauda.

Os extratos vegetais apresentaram atividades antipirética, anti-inflamatória e antinociceptiva. Esta associação de ervas compõe o fitoterápico Nefang, indicado para o tratamento sintomático da malária.

[ 64 ]

Anti-inflamatória e Antioxidante

Anti-inflamatória e Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 800 g do material vegetal (pó) em hexano, clorofórmio e metanol a 80%, respectivamente. Rendimento: 5,42%. Concentrações para ensaio (in vitro): 12,5 a 800 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 50 a 100 mg/kg.

In vitro:

Determinar as atividades antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH e NO, inibitória das enzimas lipoxigenase e xantina oxidase.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de edema de pata (induzido por carragenina) e bolsa de ar (contendo carragenina), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (TNF-α, nitrito, MPO, GSH e TBARS) e histológica (revestimento da bolsa de ar).

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade anti-inflamatória e antioxidante, principalmente na dose de 100 mg/kg.

[ 12 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: metanólico e hexânico. Rendimento: 2,49 e 1,49 g, respectivamente. Concentrações para ensaio: 8 a 512 µg/mL. Outra espécie em estudo: Croton campestris.

In vitro:

Em cepas multirresistentes de Staphylococcus aureus submetidas ao teste de microdiluição em ágar, com posterior análise da concentração inibitória mínima (CIM) e ensaio de modulação quando associados ao antibiótico norfloxacina.

 

Os extratos de O. gratissimum e C. campestris potencializam a ação do antibiótico norfloxacina, sendo promissores para o tratamento de doenças provenientes de cepas bacterianas multirresistentes.

[ 17 ]
Folha

Óleo essencial: incorporado em solução de metanol (50 e 80%) ou base semi-sólida. Concentrações para ensaio: 0,25 a 50% (v/v).

In vitro:

Em cultura de Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa e Proteus spp. submetidos ao teste de disco-difusão em ágar com posterior análise do halo de inibição (mm).

 

A formulação contendo 2% do óleo vegetal em solução hidrometanólica apresenta atividade antibacteriana mais potente.

[ 52 ]
Folha

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,75 a 1,5 µg/mL.

In vitro:

Em isolados de Shigella (multirrestentes) incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise da atividade da protease extracelular, virulência, incidência de ceratoconjuntivite, níveis de ramnose e da suscetibilidade aos antibióticos tetraciclina, ampicilina, cotrimoxazol e estreptomicina.

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade antibacteriana (shigelose), sendo promissor quando em associação aos antibióticos comerciais citados neste estudo.

[ 24 ]
Folha

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Rendimento: 0,21%.

In vitro:

Em culturas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Proteus mirabilis, Klebsiella sp., Salmonella enteritidis e Shigella flexineri submetidos ao teste de disco-difusão e diluição em ágar, para determinar o halo de inibição (mm) e as concentrações inibitória mínima (CIM) e bactericida mínima (CBM), respectivamente.

 

[ 67 ]
Folha

Óleo essencial. Outra espécie em estudo: Zanthoxylum xanthoxyloides.

In vitro:

Em cepas de Bacillus cereus, B. subtilis, Corynebacterium glutamicum, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis e Escherichia coli submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, com posterior análise do halo de inibição (mm).

 

O óleo de O. gratissimum apresenta atividade antibacteriana mais potente, principalmente para B. cereus e E. fecalis.

[ 34 ]

Antibacteriana e Antifúngica

Antibacteriana e Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial (pré-floração e floração plena): por hidrodestilação. Rendimento: 0,65 a 0,78%. Concentrações para ensaio: 0,005 a 10 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Candida albicans submetidas ao teste de microdiluição em ágar para determinar as concentrações inibitória mínima (CIM), bactericida mínima (CBM) e fungicida mínima (CFM).

Determinar a toxicidade através do teste com Artemia salina.

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade antibacteriana (pré-floração colhida às 7 horas da manhã) e antifúngica (floração plena colhida às 7 da manhã), além de baixa toxicidade.

[ 18 ]

Antibacteriana e Antitumoral

Antibacteriana e Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 100 g do material vegetal (pó) em 800 mL de água, por hidrodestilação. Encapsulados em nanopartículas de quitosana e N,N,N-quitosana. Concentrações para ensaio: 40 a 150 mg/mL; 0 a 100 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

Em culturas de Staphylococcus aureus, Bacillus cereus, Escherichia coli e Salmonella typhimurium submetidas ao teste de disco-difusão, com posterior análise da zona de inibição (mm).

Em células de câncer de mama (MDA-MB-231) incubadas com as nanopartículas contendo o óleo vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

 

As nanopartículas contendo o óleo de O. gratissimum, principalmente as de N,N,N-quitosana, apresentam atividades antibacteriana, antitumoral e antioxidante promissoras.

[ 6 ]

Antibacteriana e Citotóxica

Antibacteriana e Citotóxica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extratos: 100 g do material vegetal (triturado) em 600 mL de etanol, metanol e água. Concentrações para ensaios: 2 a 500 mg/mL; 0 a 100 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH.

Em culturas de Escherichia coli, Bacillus cereus, Staphylococcus aureus e Salmonella typhimurium submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM).

Em cultura de células de câncer de mama (MDA-MB-231), incubados com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (Azul de tripano).

 

O extrato metanólico (a 40°C) de O. gratissimum apresenta atividades antioxidante, antibacteriana e citotóxica mais potentes.

[ 2 ]

Antidiarreica

Antidiarreica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 200 g do material vegetal (fresco) em 50 mL de água. Doses para ensaio: 10 a 25 mL/kg.

In vitro:

Em seguimentos de íleos isolados de porquinhos-da-Índia incubados com o extrato vegetal, acetilcolina, histamina e nicotina, com posterior análise da contratilidade muscular.

 

In vivo:

Em ratos submetidos a administração do extrato vegetal, com posterior análise do número de eventos diarreicos induzidos por óleo rícino e motilidade intestinal através da ingestão de carvão.

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade antidiarreica, pois inibe a motilidade intestinal, relativamente por inibição dos receptores muscarínicos.

[ 50 ]

Antiespasmódica e Analgésica

Antiespasmódica e Analgésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: decocção de 20 mg do material vegetal (pó) em água. Concentrações para ensaio (in vitro): 10,2 e 23,2 mg. Dose para ensaio (in vivo): 23,2 mg/kg.

In vitro:

Em seguimentos do jejuno e estômago isolados de ratos, incubados com o extrato vegetal e acetilcolina, com posterior análise da contratilidade muscular.

 

In vivo:

Em ratos tratados com o extrato vegetal e submetidos ao teste de contorções abdominais induzidas por ácido acético.

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade antiespasmódica (ação inibitória não competitiva) e analgésica (sistema nervoso periférico), além da ausência de efeitos adversos.

[ 44 ]

Antifúngica

Antifúngica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Rendimento: 0,65%.

In vitro:

Em cultura de Trichophyton rubrum, T. mentagrophytes, T. interdigitale, Microsporum canis, M. gypseum, Scopulariopsis brevicaulis, Aspergilus fumigatus, Candida albicans, Cryptococcus neoformans e Malassezia pachydermatis submetidos ao teste de diluição em ágar, com posterior análise da concentração inibitória mínima (CIM)

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade antifúngica promissora.

[ 58 ]

Antifúngica e Antiprotozoária

Antifúngica e Antiprotozoária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e flor

Extrato: maceração de 50 g do material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 23,23 e 9,67% (p/p), respectivamente.

In vitro:

Em cultura de Leishmania amazonensis e L. chagasi e macrófagos murinos (J774) incubados com o extrato vegetal, com posterior análise de viabilidade (MTT).

Em cultura de Candida albicans e Cryptococcus neoformans submetida ao teste de disco-difusão de ágar, com posterior análise do halo de inibição (mm) e concentração inibitória mínima (MIC).

 

Neste estudo, dentre os 20 extratos vegetais, Vernonia polyanthes, Ocimum gratissimum, Schinus terebintifolius, Cajanus cajan, Piper aduncum e Syzygium cumini apresentam atividade antiprotozoária e antifúngica mais potentes.

[ 53 ]

Antimalárica

Antimalárica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: 300 g do material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Doses para ensaio: 200, 300 e 500 mg/kg. Outra espécie em estudo: Cymbopogon citratus.

In vivo:

Em ratos infectados por Plasmodium berghei, tratados com óleo vegetal, com posterior quantificação da parasitemia.

Os óleos essenciais de C. citratus e O. gratissimum apresentam atividade antimalárica, dose-dependente.

[ 27 ]
Folha

Extrato: 1000 g do material vegetal em 2,4 L de água e 2,0 L de etanol, separadamente. Rendimento: 4,64 e 5,63, respectivamente. Associação com as espécies: Mangifera indica (casca e folha), Psidium guajava (folha), Carica papaya (folha), Citrus sinensis (folha) e Cymbopogon citratus (folha).

In vitro:

Em células de hepatoma (Hep G2) e epiteliais de osteossarcoma (U2OS) de humanos, incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da viabilidade celular.

Em eritrócitos infectados por Plasmodium falciparum (3D7 e Dd2) e incubados com os extratos vegetais (isolados ou associados), submetidos ao ensaio de fluorescência (SYBR-Green I), com posterior análise da concentração efetiva (CE50), concentração inibitória fracionada (CIF50) e o índice de combinações (IC).

 

A associação dos extratos vegetais deste estudo apresenta atividade antimalárica promissora, além de baixa citotoxicidade.

[ 61 ]
Folha

Extrato (Nefang): maceração de 1000 g do material vegetal (pó) em 2,4 L de água ou 2,0 L de etanol, das seguintes espécies Mangifera indica (casca e folha), Psidium guajava (folha), Cymbopogon citratus (folha), Citrus sinensis (folha) e Ocimum gratissimum (folha). Doses para ensaio: 75 a 600 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos BALB/c e ratos Wistar infectados por Plasmodium chabaudi chabaudi e P. berghei, respectivamente, tratados com o fitoterápico, com posterior análise da parasitemia, tempo de sobrevivência, temperatura e peso corporal.

O fitoterápico Nefang apresenta atividade antimalárica, sem relatos de toxicidade.

[ 63 ]

Antimelanoma e Radioprotetora

Antimelanoma e Radioprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 200 g do material vegetal (pó) em 4 L de metanol/água (50:50). Dose para ensaio: 200 mg/kg. Rendimento: 13 g. Outras espécies em estudo: Ocimum sanctum, O. basilicum, O. canum e O. kilimandscharicum.

In vivo:

Em camundongos C57BL e Swiss expostos a radiação (cobalto: 12 Gγ) e infectados com células B16F10 (isoladas de melanoma murino), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do volume tumoral, peso corporal, taxa de sobrevivência, parâmetros histopatológicos tumorais, níveis de glutationa e atividade da enzima S-transferase em homogenato do fígado, pulmão e estômago.

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade antimelanoma e radioprotetora.

[ 38 ]

Antinociceptiva

Antinociceptiva
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por destilação a vapor. Doses para ensaio: 10 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss portadores de contrações abdominais e edema de pata induzidos por ácido acético e formalina, respectivamente, pré-tratados com o óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros antinociceptivos.

O óleo de O. gratissimum apresenta atividade antinociceptiva, dose-dependente, além de baixa toxicidade.

[ 49 ]
-

Óleo essencial. Doses para ensaio: 10 a 300 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6J submetidos a administração do óleo vegetal, com posterior análise dos testes rota-rod, placa quente, formalina e análise do mecanismo de ação (antagonista naloxona).

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade antinociceptiva, com atuação do sistema opioide.

[ 20 ]
-

Óleo essencial. Doses para ensaio: 10 a 40 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos C57BL/6J portadores de dor neuropática induzida por lesão constritiva crônica no nervo ciático, tratados com o óleo vegetal, com posterior análise da hipernocicepção mecânica (teste de Von Frey) e térmica (teste da placa quente), e parâmetros bioquímicos (IL-1β).

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade antinociceptiva, principalmente nas doses de 20 e 40 mg/kg, sendo promissor para o tratamento da dor neuropática.

[ 3 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 50 g do material vegetal (seco) em 500 mL de acetona, metanol ou água.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação dos radicais DPPH, ABTS e redução do íon férrico (FRAP).

 

O extrato metanólico de O. gratissimum apresenta atividade antioxidante mais potente.

[ 23 ]
Folha

Extrato (10:1): material vegetal (pó) em metanol. Concentrações para ensaio: 0,1 a 100 µg/mL.

In vitro:

Em macrófagos peritoneais isolados de camundongos Swiss incubados com o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (MTT); e incubados com nicotina e extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (ânion superóxido, proteínas e oxidação de proteínas, NADPH, MPO, MDA, SOD, CAT, GSH, GSSH, GPx, GR e GST).

 

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade antioxidante potente, principalmente na na concentração de 25 µg/mL, reduzindo os danos provocados pela nicotina, além da ausência de citotoxicidade.

[ 30 ]

Antioxidante e Antiamnésica

Antioxidante e Antiamnésica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (pó) em éter de petróleo, seguidamente, em metanol/água (70:30). Rendimento: 8,52%. Doses para ensaio: 200 e 400 mg/kg. Outras espécies em estudo: Ocimum basilicum e O. sanctum.

In vitro:

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (pó) em éter de petróleo, seguidamente, em metanol/água (70:30). Rendimento: 8,52%. Doses para ensaio: 200 e 400 mg/kg. Outras espécies em estudo: Ocimum basilicum e O. sanctum.

 

In vivo:

Em camundongos Balb/c portadores de amnésia induzida por escopolamina, tratados com os extrato vegetais, com posterior análise dos testes do labirinto em cruz elevado e prevenção passiva de choque, parâmetros bioquímicos em homogenato do córtex e hipocampo (AChE, GSH, TBARS e proteína total) e histopatológico cerebral.

Os extratos em estudo apresentam atividade antioxidante e antiamnésica, principalmente o extrato de O. basilicum.

[ 43 ]

Antioxidante e Dermatoprotetora

Antioxidante e Dermatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio: 0 a 1000 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de queratinócitos epidérmicos humanos (HaCaT) submetidas a radiação UVC, pré-tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise da morfologia celular e ensaio de cicatrização de feridas (microscopia invertida), viabilidade (MTT) e ciclo celular (citometria de fluxo). 

 

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade antioxidante e dermatoprotetora, contudo, demonstra toxicidade em concentrações acima de 800 µg/mL.

[ 35 ]

Antioxidante e Hepatoprotetora

Antioxidante e Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: material vegetal (pó) em metanol a 70%. Rendimento: 7,8%. Dose para ensaio: 100 mg/kg. Outra espécie em estudo: Ocimum canum.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de estresse oxidativo induzido por ingestão de etanol, tratados com os extratos vegetais, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (TBARS, GSH, CAT, SOD, ALT, AST, vitaminas E e C).

Os extratos de O. gratissimum e O. canum apresentam atividade antioxidante (e hepatoprotetora), elevando os níveis, principalmente, de vitamina E e C, respectivamente.

[ 65 ]

Antioxidante e Hipoglicemiante

Antioxidante e Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 425 g do material vegetal em 3000 mL de água. Rendimento: 57 g. dose para ensaio: 208 mg/kg. Outra espécie em estudo: Vernonia amygdalina.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com os extratos vegetais (associados ou não), com posterior análise dos níveis de glicose, metahemoglobina, sulfahemoglobina e atividade da catalase no sangue.

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade antioxidante mais potente, além da ação hipoglicemiante.

[ 15 ]

Antioxidante e Neuroprotetora

Antioxidante e Neuroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 100 g do material vegetal (pó) em etanol a 95%. Rendimento: 8,45%. Doses para ensaio: 150 e 300 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões cerebrais induzida por isquemia-reperfusão cerebral, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do volume do infarto cerebral, parâmetros bioquímicos no tecido cerebral (TBARS, SOD e GPx), testes do labirinto em cruz elevado, de caminhada com viga inclinada e rota rod.

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade neuroprotetora e antioxidante, atenuando o comprometimento da memória de curto prazo e da coordenação motora.

[ 14 ]

Antiparasitária

Antiparasitária
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha, caule e semente

Extratos: 100 g do material vegetal (pó) em 2 L de etanol. Rendimentos: 4,84% (folha) e 1,97% (caule) - pré-floração; 3,44% (folha), 2,06 (caule) e 2,66% (semente) - floração plena.

Óleo essencial: parte aérea (fresca), por hidrodestilação. Rendimentos: 0,71% - pré-floração e 0,78% - floração plena.

In vitro:

Em culturas de Trypanosoma brucei brucei e Plasmodium falciparum (sensível a cloroquina) incubadas com o extratos e óleos vegetais, com posterior análise da viabilidade parasitária (pLDH) e atividade antiprotozoária, respectivamente.

Determinar a toxicidade através do teste com Artemia salina.

Em células de ovários de Hamsters Chinês (CHO) e fibroblastos não canceroso humano (WI38) incubadas com os extratos e óleos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (MTT).

 

Os extratos das folhas e sementes (floração plena) apresentam atividade antiparasitária mais potente (T. brucei brucei), contudo demonstram citotoxicidade para CHO e WI38.

[ 9 ]
Folha

Óleo essencial: por hidrodestilação. Concentrações para ensaio: 0,02 a 50 nL/mL.

In vitro:

Em cultura de parasitas Leishmania mexicana mexicana, e de células normais (WI38) e de câncer (J774) incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise da concentração inibitória média (CI50) e citotoxicidade (MTT), respectivamente.

 

Neste estudo, dentre os 37 óleos vegetais, Ocimum gratissimum (seletividade para J774), Cinnamomum cassia, Zingiber zerumbet, Elsholtzia ciliata e Amomum aromaticum, apresentam atividade antiparasitária mais potente.

[ 57 ]
Folha

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por destilação a vapor. Concentrações para ensaio: 50 a 200 µg/mL.

In vitro:

Em culturas de Leishmaniose amazonensis (promastigota e amastigota) incubadas com o óleo vegetal, com posterior análise da dose letal média (DL50) e concentração inibitória média (CI50).

Em macrófagos isolados de camundongos Swiss infectados por L. amazonensis (promastigota), pré-tratados com o óleo vegetal, com posterior análise dos níveis de óxido nítrico.

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade antiparasitária, com CI50 = 150 µg/mL, além da ausência de citotoxicidade.

[ 40 ]
Folha

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio (in vitro): 12,5 a 100 mg/mL.

In vitro:

Em cultura de Trypanosoma brucei brucei incubada com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade antitripanossoma.

 

In vivo:

Em ratos albinos infectados com T. brucei brucei, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do grau de parasitemia e mortalidade.

O extrato aquoso de O. gratissimum não apresenta atividade antiparasitária significativa.

[ 41 ]

Antiproliferativa

Antiproliferativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio: 0 a 800 µg/mL.

In vitro:

Em células humanas de osteossarcoma (HOS e U2-OS) e osteoblasto (hFOS) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), ciclo celular (citometria de fluxo), expressão de caspase 3, Bax, Bcl-2 (imunoblotting) e outros genes reguladores do ciclo celular (Microarray e RT-PCR).

 

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade antiproliferativa (induz a parada do ciclo celular e apoptose), além de baixa toxicidade para hFOS.

[ 37 ]

Antitumoral

Antitumoral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso. Concentrações para ensaio (in vitro): 0 a 800 µg/mL. Dose para ensaio (in vivo): 60 mg/kg.

In vitro:

Em células de carcinoma hepatocelular (SK-Hep1 e HA22T) e em células hepáticas normais (Chang ATCC) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), ciclo celular (citometria de fluxo), expressão de caspase 3, PARP, p-ERK1/2, CDK4, CDK2 e PFKFB3 (Western blotting), taxas de consumo de oxigênio e acidificação extracelular.

 

In vivo:

Em camundongos nus (BALB/c) infectados com células de câncer hepático (Mahlavu), tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso do tumor, corporal, baço, coração, fígado e rim.

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade citotóxica (400 a 800 µg/mL), mediada por alteração em proteínas relacionadas ao ciclo celular e apoptose.

[ 10 ]
Folha

Extrato: 1 g do material vegetal (seco) em 100 mL de água. Concentrações para ensaio (in vitro): 0 a 0,5% (p/v). Dose para ensaio (in vivo): 1%.

In vitro:

Em culturas de células de câncer de mama (MDA-MB-435, MDA-MB231 e MCF10DCIS.com) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da angiogênese (quimiotaxia, viabilidade e proliferação celular, apoptose, crescimento e morfogênese 3D, e expressão da proteína COX-2).

 

In vivo:

Em camundongos NCR nu/nu infectados com células tumorais (DCIS.com), tratados com o óleo vegetal com posterior análise da expressão de CD34, VEGF, COX-2, MMP9, Ki67 e PCNA. 

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade antitumoral, sendo promissor para o tratamento e prevenção da doença.

[ 21 ]
-

Extrato aquoso. Frações: metanol (hidrofóbica e hidrofílica). Concentração para ensaio: 0 a 300 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células de câncer de mama (MDA-MB-231), pré-malignas (MCF10AT1 e MCF10AT1-EIII8) e uma linhagem clonal (MCF10DCIS.com) incubadas com o extrato e frações vegetais, com posterior análise dos testes de quimiotaxia e quimioinvação celular, atividade inibitória de MMP-2 e MMP-9 (Zimografia) e níveis de galectina-3.

 

In vivo:

Em camundongos fêmeas sem pelos (NCR nu/nu) infectados por células MCF10DCIS.com, tratados com o extrato e frações vegetais, com posterior análise do peso dos tumores, expressão de galectina-3, anticolágeno IV, p63, CD31 e pCNA (imuno-histoquímica).

O extrato e a fração hidrofóbica apresentam atividade antitumoral mais potente, devido a redução da clivagem de galectina-3 por MM-2 e MM-9.

[ 7 ]

Antiviral

Antiviral
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Planta toda

Extrato: 10 g do material vegetal (pó) em água (decocção), etanol a 50 e 70% (turbo-extração).

In vitro:

Em culturas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Bacillus subtilis, Candida albicans, C. parapsilosis, C. tropicalis, Leishmania amazonensis, Polivírus e HSV-1 submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar as concentrações inibitória mínima (CIM), bactericida mínima (CBM), fungicida mínima (CFM), inibitória média (CI50) e efetiva média (CE50).

Em células Vero incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade (CC50).

 

O extrato hidroalcoólico a 50% de O. gratissimum apresenta atividade antiviral (Polivírus e HSV-1) promissora, contudo, demonstra citotoxicidade.

[ 62 ]
Folha, Semente, Fruto, Caule, casca e raiz

Extrato aquoso. Outras plantas em estudo: Clausena anisata, Ficus polita, Alchornea cordifolia e Elaeophorbia drupifera.

In vitro:

Em culturas de células Molt-4 e M8166 infectadas por vírus HIV-1 e 2, incubadas com os extratos vegetais, com posterior análise da ação antiviral e citotoxicidade, replicação celular, efeitos citopáticos, atividade da enzima transcriptase reversa e amplificação do DNA pró-viral.

 

Os extratos de O. gratissimum (folha) e Alchornea cordifolia (semente) apresentam atividade antiviral mais potente.

[ 29 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial. Volume para ensaio: 0,2 mL.

In vivo:

Em coelhos albinos portadores de lesões cutâneas dorsais (por excisão e incisão), tratados topicamente com o óleo vegetal, com posterior análise de parâmetros semi-quantitativos de cicatrização e microbiológicos.

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade cicatrizante promissora.

[ 46 ]
Folha

Extrato: maceração de 250 g do material vegetal (pó) em metanol.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de feridas cutâneas com remoção do panículo carnoso, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros morfológicos e histológicos.

O extrato de O. gratissimum apresenta atividade cicatrizante promissora.

[ 54 ]
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 4%. Concentração para ensaios: 20 mg/mL. Outras espécies em estudo: Anthocleista djalonensis, Napoleonaea imperialis, Ageratum conyzoides e Psidium guajava.

In vitro:

Em culturas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Proteus spp. e Shigella spp. submetidas ao teste de disco-difusão em ágar, com posterior análise do halo de inibição (mm).

 

In vivo:

Em ratos albinos portadores de incisão circular cutânea (20 mm) induzida, tratados com extratos vegetais, com posterior análise de cicatrização.

Os extratos de A. conyzoides, O. gratissimum e N. imperialis apresentam atividade cicatrizante mais potente, enquanto que apenas N. imperialis demonstra ação antibacteriana significativa.

[ 56 ]

Citoprotetora

Citoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 400 g do material vegetal (pó) em 1000 mL de água. Concentrações para ensaio: 0 a 200 µg/mL.

In vitro:

Em células Schwann (RSC96) portadoras de estresse oxidativo induzido por peróxido de hidrogênio, pré-tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade celular (MTT), ciclo celular (citometria de fluxo), expressão de GAPDH, HSP70 e HSP72 (RT-PCR) e caspase-3, PI3K, Bcl2, Bax e tubulina (Western blotting).

 

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade citoprotetora (150 e 200 µg/mL), sendo promissor para terapia complementar de transplante de células.

[ 36 ]

Disfunção sexual masculina

Disfunção sexual masculina
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 70 g do material vegetal (pó) em 700 mL de água. Rendimento: 40,45 g. Concentrações para ensaio: 20 a 100 µg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radicaL DPPH e redução do íon férrico (FRAP).

Em homogenato de tecido peniano e testicular de ratos Wistar incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da atividade inibitória das enzimas conversora de angiotensina I (ECA), fosfodiesterase-5 (PDE-5), arginase e acetilcolinesterase (AChE).

 

O extrato aquoso de O. gratissimum reduz a atividade de enzimas envolvidas na disfunção erétil, concentração dependente, além da ação antioxidante potente.

[ 5 ]

Gastroprotetora

Gastroprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em água. Doses para ensaio: 75 a 250 mg/kg.

In vivo:

Em coelhos da Nova Zelândia submetidos a ligadura do piloro, pré-tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do pH gástrico, volume de secreção gástrica, número de úlceras, células parietais e de células da mucosa gástrica.

O extrato aquoso de O. gratissiumum apresenta potencial gastroprotetor, devido as atividades antissecretora e antiúlcera, dose dependente.

[ 25 ]
Folha

Extrato: 50 g do material vegetal (pó) em 150 mL de água. Rendimento: 33,2%. Doses para ensaio: 500 e 100 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos a administração do extrato vegetal, com posterior análise da produção de ácido gástrico (induzido por histamina), secreção de muco gástrico e índice de úlceras induzidas por ácido clorídrico.

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade gastroprotetora, pois aumenta a produção do muco gástrico, reduz a secreção de ácido gástrico e as ulcerações.

[ 39 ]

Hepatoprotetora

Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso. Doses para ensaio: 0 a 40 mg/kg.

In vitro:

Em cultura de células estreladas hepáticas (HSCs) isoladas de ratos normais, incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise de citotoxicidade (MTT), expressão de α-SMA e colágeno-α (imunofluorescência e RT-PCR).

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de fibrose hepática induzida por tetracloreto de carbono (CCl4), tratados como extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (AST, ALT e TBARS), expressão de proteínas (α-SMA e α-tubulina) e histológicos hepáticos.

O extrato aquoso de O. gratissiumum apresenta atividade hepatoprotetora, pois reduz a fibrose no tecido, devido a ação antioxidante significativa.

[ 4 ]

Hipoglicemiante

Hipoglicemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: material vegetal (pó) em metanol. Rendimento: 6,25%. Dose para ensaio: 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar normais ou portadores de diabetes induzido por aloxana, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis glicose plasmática.

O extrato metanólico de O. gratissimum apresenta atividade hipoglicemiante em animais normais ou hiperglicêmicos (56 ou 68%, respectivamente).

[ 42 ]
Folha

Extrato: 800 g do material vegetal (pó) em 450 mL de água. Doses para ensaio: 250 a 1500 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (glicose, bilirrubina, proteína total, albumina, ALT, AST e ALP).

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade hipoglicemiante, além da ausência de toxicidade.

[ 31 ]

Hipolipemiante

Hipolipemiante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato aquoso. Doses para ensaio: 10 e 20 mg/kg.

In vivo:

Em hamsters portadores de hiperlipidemia induzida por dieta hipercalórica, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros lipidêmicos (CT, TG, LDL e HDL) e histológicos hepáticos.

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade hipolipemiante promissora.

[ 51 ]

Hipotensora

Hipotensora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Óleo essencial: por destilação a vapor. Doses para ensaio: 1 a 20 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar (conscientes ou inconscientes) submetidos a vagotomia bilateral e administração do óleo vegetal, hexametônio ou metilatropina, com posterior análise da pressão arterial sistólica e frequência cardíaca.

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade hipotensora, além de induzir a bradicardia.

[ 45 ]
Parte aérea

Óleo essencial: por destilação a vapor. Concentrações para ensaio (in vitro): 1 a 1000 µg/mL. Doses para ensaio (in vivo): 1 a 20 mg/kg.

In vitro:

Em aortas torácicas isoladas de ratos hipertensos, na presença ou ausência de endotélio, incubadas com o óleo vegetal, fenilefrina, cloreto de cálcio e cafeína, com posterior análise de contratilidade.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de hipertensão induzida por DOCA-sal, tratados com o óleo vegetal, com posterior análise da pressão arterial e frequência cardíaca.

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade hipotensora, em consequência do relaxamento vascular, mediado pela presença de endotélio e inibição do influxo de cálcio.

[ 26 ]
Parte aérea

Óleo essencial. Concentrações para ensaio (in vitro): 1 a 20 mg/kg. Doses para ensaio (in vivo): 1 a 20 mg/kg.

In vitro:

Em ratos Wistar portadores de hipertensão induzida por DOCA-sal, tratados com o óleo vegetal, hexametônio e metilatropina, com posterior análise da pressão arterial e frequência cardíaca.

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade hipotensora, devido ao aumento do relaxamento vascular.

[ 33 ]

Imunomoduladora

Imunomoduladora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (10:1): material vegetal (fresco) em água. Concentração para ensaio: 10 µg/mL.

In vitro:

Em macrófagos peritoneais isolados de camundongos Swiss incubados com o extrato vegetal e nicotina, com posterior análise dos níveis de nitrito e citocinas, adesão celular, índice quimiotático e fagocítico, morte intracelular, expressão do gene iNOSII e citocinas Th1 (IL-12p40 e TNF-α) e Th2 (TGF-β e IL-10).

 

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade imunomoduladora (regulação negativa de Th1 e positiva de Th2), reduzindo os efeitos inflamatórios provenientes da nicotina.

[ 13 ]
Folha

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (pó) em 1,5 mL de metanol. Outras espécies em estudo: Adenocarpus mannii, Caucalis melananta, Asystasia intrusa e Clematis chinensis.

In vitro:

Em cultura de macrófagos e linfócitos peritoneais incubados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de óxido nítrico, viabilidade e proliferação celular (MTT e mitógeno).

 

Os extratos de A. mannii, C. melananta, Ocimum gratissimum, A. intrusa e C. chinensis apresentam atividade imunomoduladora.

[ 55 ]

Inibidora da enzima aldose redutase

Inibidora da enzima aldose redutase
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato. Concentrações para ensaio: 10 a 100 mg/mL. Outras espécies em estudo: Boswellia serrata, Lagerstroemia speciosa e Syzygium cominho.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória da enzima aldose redutase isolada da lente do globo ocular e rins de ratos, em enzima recombinante de humanos e os níveis de de produtos de glicação avançada (AGES).

 

Os extratos vegetais inibem a atividade da enzima aldose redutase, sendo promissores para o tratamento de complicações em pacientes diabéticos.

[ 59 ]

Inibidora enzimática (AChE)

Inibidora enzimática (AChE)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha e semente

Óleo essencial: por hidrodestilação. Outras espécies em estudo: Aframomum melegueta, Crassocephalum crepidioides e Monodora myristica.

In vitro:

Determinar a atividade inibitória da enzima acetilcolinesterase (AChE).

 

Os óleos essenciais de O. gratissimum apresentam atividade inibitória da enzima AChE mais potente (CI50 = 6,54 e 6,71 mg/L), comparável a galatamina.

[ 69 ]

Preventiva da anemia hemolítica

Preventiva da anemia hemolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

In natura. Dose para ensaio: 40% da dieta. Outras espécies em estudo: Amaranthus cruentus, Baselia alba, Solanum macrocarpon e Corchorus olitorium.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de anemia hemolítica induzida por dieta rica em Allium sativum, associada a ingestão dos vegetais citados, com posterior análise do volume de células compactadas (PCV), hemoglobina (Hb), glóbulos vermelhos (RBC) e brancos (WBC).

Observou-se que O. gratissimum, A. cruentus e B. alba previnem a manifestação da anemia hemolítica induzida pela ingestão excessiva de A. sativum.

[ 60 ]

Redutora de distúrbios lipídicos e hematológicos

Redutora de distúrbios lipídicos e hematológicos
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 80 g do material vegetal (pó) em 250 mL de diclorometano e metanol, respectivamente. Dose para ensaio: 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por estreptozotocina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros bioquímicos (TG, CT, HDL, VLDL e LDL) e hematológicos (RBC, Hb, HCM, PLT e WBC).

O extrato de O. gratissimum reduz os distúrbios lipídicos e hematológicos provocados pelo diabetes.

[ 1 ]

Redutora dos sintomas da menopausa

Redutora dos sintomas da menopausa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 20 g do material vegetal (pó) em 1000 mL de água. Dose para ensaio: 0,1 e 0,2 mg/mL.

In vivo:

Em ratas Sprague-Dawley ovariectomizadas tratadas com o extrato vegetal, com posterior análise histológica do tecido adiposo perigonadal e parâmetros bioquímicos (cálcio, glicose, fosforo, colesterol total e triglicerídeos).

O extrato aquoso de O. gratissimum pode auxiliar no controle do peso corporal em mulheres com deficiência de estrogênio (menopausa).

[ 16 ]

Relaxante muscular

Relaxante muscular
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por destilação a vapor. Concentrações para ensaio: 0,1 a 1000 µg/mL.

In vitro:

Em seguimentos de íleos isolados de porquinhos-da-Índia, incubados com o óleo vegetal, cloreto de potássio e acetilcolina, com posterior análise da contratilidade muscular.

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade relaxante da musculatura lisa intestinal.

[ 47 ]
Folha

Óleo essencial: a partir do material vegetal colhido às 8 ou 12 horas. Concentrações para ensaio: 1 a 1000 µg/mL.

In vitro:

Em íleos isolados de porquinhos-da-Índia incubados com o óleo vegetal, cloreto de potássio, acetilcolina, papaverina e diltiazem, com posterior análise da contratilidade muscular.

 

Os óleos essenciais de O. gratissimum, de ambos períodos de colheita, apresentam atividade relaxante da musculatura lisa, concentração dependente.

[ 32 ]

Renoprotetora

Renoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: maceração de 323 g do material vegetal (pó) em 3 L de água. Rendimento: 33,60 g. Doses para ensaio: 100 a 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões renais induzidas por gentamicina, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise do peso corporal, ingestão de água e alimentos, volume urinário, parâmetros bioquímicos urinários e plasmáticos (creatinina, ureia, proteína, GSH e TBARS) e histológicos renal.

O extrato aquoso de O. gratissimum apresenta atividade renoprotetora, devido a ação antioxidante potente.

[ 22 ]

Vasodilatadora

Vasodilatadora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: por destilação a vapor. Concentrações para ensaio: 3 a 300 µg/mL.

In vitro:

Em aortas torácicas e leito mesentérico arterial isolados de ratos Wistar, na presença ou ausência de endotélio, incubadas com o óleo vegetal, L-NAME, indometacina, desoxicolato, tetraetilamônio, acetilcolina, fenilefrina e noradrenalina, com posterior análise de contratilidade.

 

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta atividade vasodilatadora, dependente da liberação de óxido nítrico no leito mesentérico arterial e na aorta (parcialmente).

[ 28 ]
Ensaios toxicológicos

Citotoxicidade e Toxicidade aguda

Citotoxicidade e Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: 50 g do material vegetal (pó) em água ou etanol a 50% (v/v). Dose para ensaio (in vivo): 2000 mg/kg. Outras espécies em estudo: Anacardium occidentale, Daniellia oliveri, Diospyros mespiliformis, Khaya senegalensis, Manihot esculenta, Pterocarpus erinaceus, Rauvolfia vomitoria, Senna italica e Vernonia amygdalina.

In vitro:

Determinar a citotoxicidade através do bioensaio em Artemia salina.

 

In vivo:

Em ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda.

Os extratos vegetais não apresentam sinais de toxicidade, exceto os de Senna italica e Daniellia oliveri.

[ 68 ]

Interação medicamentosa

Interação medicamentosa
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
-

Extrato: maceração de 100 g do material vegetal (pó) em metanol e água, respectivamente. Outras espécies em estudo: Vernonia amygdalina, Moringa oleifera, Azadirachta indica e Picralima nitida.

In vitro:

Em microssomas hepáticos de humanos incubados com os extratos vegetais e substratos (fenacetina, amodiaquina, diclofenaco, S-mefenitoína, dextrometorfano e midazolam), com posterior análise da atividade inibitória de enzimas do citocromo P450 (CYP1A2, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6 e CYP3A4, respectivamente), através da formação de metabólitos (LC-MS/MS).

 

Os extratos em estudo inibem a atividade de enzimas do citocromo P450, sendo que o extrato metanólico de O. gratissimum demonstra atividade inibitória reversível para as enzimas CYP1A2, 2C8, 2C9 e 2C19.

[ 48 ]

Letalidade

Letalidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato fluido (3:1).

In vitro:

Determinar a concentração letal média (CL50) através do bioensaio em Artemia salina.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao teste de toxicidade para determinar a dose letal média (DL50).

Este estudo demonstra a similitude entre os resultados in vivo e in vitro, sendo o ensaio em A. salina indicado para estudos toxicológicos, assim, o extrato de Ocimum gratissimum apresenta CL50 = 18,76 µg/mL e DL50 = 2081,00 mg/kg.

[ 66 ]

Toxicidade aguda

Toxicidade aguda
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 200 g do material vegetal (fresco) em 50 mL de água.

In vivo:

Em ratos submetidos ao teste de toxicidade aguda (DL50).

O extrato de O. gratissimum apresenta DL50 = 1706 ± 126 mg/kg.

[ 50 ]

Toxicidade aguda e subcrônica

Toxicidade aguda e subcrônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Óleo essencial: material vegetal (fresco), por hidrodestilação. Doses para ensaio: 0,16 a 3,73 g/kg; 80 a 213 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss e ratos Sprague-Dawley submetidos ao teste de toxicidade aguda (oral e intraperitoneal) e subcrônica (intraperitoneal).

O óleo essencial de O. gratissimum apresenta toxicidade via oral (DL50 = 1,41 e 2,29; DL100 = 2,50 e 4,07 g/kg) e, principalmente via intraperitoneal (DL50 = 0,27 e 0,43 g/kg; DL100 = 0,59 e 0,74 g/kg).

[ 19 ]

Toxicidade no sistema reprodutor masculino

Toxicidade no sistema reprodutor masculino
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 1 kg do material vegetal (fresco) em água. Rendimento: 8,51%. Dose para ensaio: 400 mg/kg.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de diabetes induzido por aloxana, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis plasmáticos de frutosamina, qualidade espermática do epidídimo e histomorfometria testicular

O extrato de O. gratissimum potencializa as anomalias espermáticas e testiculares provocadas pelo diabetes.

[ 8 ]

Referências bibliográficas

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Álcool etílico/água 70%

1000 mL

Álcool etílico/água 80%

1000 mL

Folha e flor seca

100 g

Folha e flor fresca

200 g

                                                                   * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de álcool etílico 96%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de folha e flor seca, rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de álcool etílico a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha e flor fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de álcool etílico a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar. 

Principais indicações

Afecções respiratórias em geral.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Tintura de Casearia sylvestris, Cocos nucifera, Echinacea purpurea e Ocimum gratissimum

         1:1:1:1

Modo de preparo

Em uma proveta graduada, medir as quantidades de tinturas desejadas e verter em frasco de vidro âmbar esterilizado. Tampar, agitar e rotular. 

Principais indicações

Herpes.

Posologia

Uso oral: tomar 20 gotas diluídas em água, 3 vezes ao dia, por 10 dias. 

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Casearia sylvestris (folha - tintura a 10% p/v em álcool etílico 70%)

10 mL

Cocos nucifera (mesocarpo - tintura a 10% p/v em álcool etílicol 70%)

10 mL

Melissa officinalis (folha - tintura a 10% p/v em álcool etílico 70%)

10 mL

Ocimum gratissimum (folha e flor - tintura a 10% p/v em álcool etílico 70%)

10 mL

Creme base não iônico (q.s.p.)

100 g

 
Modo de preparo

Pesar as tinturas, incorporar o creme e homogeneizar. 

Principais indicações

Herpes simples e herpes zóster.

Posologia

Uso externo: passar na área afetada 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 4 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Cordia curassavica (óleo medicinal 10%)

1 mL

Ocimum gratissimum (óleo medicinal 10%)

1 mL

Pterodon emarginatus (fruto - tintura 20% p/v em álcool etílico 96%)

8 mL

Creme base não iônico (q.s.p.)

100 g

 
Modo de preparo

Pesar a tintura e os óleos, incorporar o creme e homogeneizar. 

Principais indicações

Processos inflamatórios e dolorosos localizados, especialmente articulares.

Posologia

Uso tópico: passar na área afetada 2 vezes ao dia. 

Farmácia da Natureza
[ 5 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Fase A: (infusos/decoctos)

 

Água destilada

1000 mL

Erythrina mulungu (entrecasca seca)

5 g

Lippia alba (folha e flor seca)

10 g

Melissa officinalis (folha seca)

10 g

Mentha spicata (parte aérea seca)

7,5 g

Ocimum gratissimum (folha e flor seca)

5 g

Fase B: (tinturas)

 

Aloysia polystachya (folha - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

150 mL

Erythrina mulungu (entrecasca - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

15 mL

Hymenaea courbaril (entrecasca - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

10 mL

Lactuca sativa (raiz e talo - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

5 mL

Lavandula officinalis (folha - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

10 mL

Lippia alba– variedade maior (folha e flor - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

10 mL

Melissa officinalis (folha - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

5 mL

Mentha spicata (parte aérea - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

3,75 mL

Ocimum gratissimum (folha e flor - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

2,5 mL

Passiflora alata (folha - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

15 mL

Pfaffia glomerata (raiz - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

15 mL

Nipagin® 0,2%

2 g

Modo de preparo

Fase A: colocar as entrecascas em água fervente e deixar ferver por 5 minutos aproximadamente; em seguida colocar folhas e flores secas e pesadas, após levantar fervura, desligar o fogo, deixando em infusão por no mínimo 2 horas. 

Fase B: filtrar em papel de filtro, na temperatura de 50°C, adicionar as alcoolaturas e o conservante (Nipagin®) diluído em q.s. álcool etílico 98°GL. Deixar esfriar, envasar em frascos de vidro âmbar esterilizados e etiqueta
Principais indicações

Ansiedade e depressão.

Posologia

Uso oral: tomar 1 colher de chá ou sobremesa, 2 a 3 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 6 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Óleo de girassol

100 mL

Ocimum gratissimum (folha fresca)

10 g

 
Modo de preparo

Em um recipiente de aço inox ou de vidro, colocar o óleo de girassol e a folha fresca, lavada um dia antes do preparo, levar ao fogo em banho maria. Quando a água entrar em ebulição e o óleo estiver quente, manter a fonte de calor por 15 minutos e após esse período, desligar o fogo. Deixar esfriar e filtrar em peneira de inox. 

Principais indicações

Analgésico, anti-inflamatório e antiviral.

Posologia

Uso tópico: passar na área afetada 2 vezes ao dia. 

Farmácia da Natureza
[ 7 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha (com ou sem flor) seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de sopa caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Afecções respiratórias em geral.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia. 

Referências bibliográficas

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 , 12 , 13 , 14 , 15 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

cafeico, paracumárico, elágico, ferúlico, caftárico, chicórico, rosmarínico, sinápico e gálico.

Ácidos orgânicos

acético, cítrico, lático, succínico e tartárico.

Aminoácidos

γ-aminoburirato.

Carboidratos

sucrose.

Cumarinas

esculetina.

Flavonoides

eridioctol, quercetina, quercitrina, kaempferol, esculosídeo, vicentina-2, rutina, miricetina, morina, apigenina, catequina, epicatequina, salvigenina, xantomicrol, cirsimaritina, luteolina, vitexina, isovitexina, nepetoidina A, nevadensina, cirsimaritina, himenoxina, basilimosídeo e isotimosina.

Minerais

cálcio, fósforo, ferro, potássio, magnésio, zinco, cobre, manganês e nitrogênio.

Mucilagens

Óleos essenciais

eugenol, linalol, cineol, acetato de linalilo, lineol, trans-β-ocimeno, p-cimeno, geraniol, cânfora, metil-cinamato, α e β-pineno, timol, carvacrol, β-cariofileno, sabineno, β-mirceno, limoneno, α, β e γ-selineno, α e γ-terpineno, α e β-humuleno, α-tujeno, p-cimeneno, terpinen-4-ol, 1,8-cineol, germacreno-D, δ-3-careno, α e β-felandreno, α-terpinoleno, α-terpineol, 3,9-epoxi-p-menta-1,8-dieno, canfeno, trans-tujona, citronelal, umbelulona, borneol, α-copaeno, β e γ-elemeno, α-trans-bergamoteno, β-bourbuneno, α-guaieno, δ e γ-cadieno, (Z,E)-α-farneseno, eudesmadieno, espatulenol, fenchona e α-cadinol.

Outras substâncias

estragol ou metilchavicol e colina.

Saponinas

Taninos

Triterpenoides

ácido pomólico, ácido tormêntico, ácido ursólico e ácido oleanólico.

Vitaminas

tiamina, riboflavina, ácido ascórbico e niacina.

Referências bibliográficas

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Ministério da Saúde
Ano de Publicação: 2025
Arquivo: PDF icon Download (8.59 MB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Fiocruz e Abifisa
Ano de Publicação: 2022
Arquivo: PDF icon Download (2.82 MB)

Advertências: 

suspender o uso se houver alguma reação indesejável[1].

Contraindicações: 

em gestantes, lactantes e pacientes alcoolistas, abstêmios ou em tratamento para o alcoolismo (referente ao uso de formulações contendo etanol)[1].

Efeitos colaterais e toxicidade: 

pode causar hipoglicemia em pacientes mais sensíveis. Doses elevadas podem provocar torpor e bradicardia[1].

Interações medicamentosas: 

pode potencializar o efeito dos hipoglicemiantes (insulina, sulfonilureia e outros). Nos processos patológicos respiratórios associar com Curcuma longa (cúrcuma) e Mikania glomerata ou M. laevigata (guaco). Nos quadros de esgotamentos associar com Rosmarinus officinalis (alecrim) e Pfafia glomerata (fáfia) ou Panax ginseng (ginseng). Nos quadros digestivos espasmódicos ou fermentativos, associar com Matricaria chamomilla (camomila) e Achilea millefolium (mil-em-rama)[1,2].

Referências bibliográficas

Propagação: 

por estacas ou sementes. As estacas são preparadas a partir de ramos semi-lenhosos (preferencialmente na parte basal dos ramos), contendo 15 cm de comprimento, no mínimo de 4 gemas (2 gemas inseridas no substrato e 2 permanecem acima da superfície do mesmo) e 1 par de folhas cortadas ao meio na parte apical da estaca. Introduzir a estaca em sacos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1) e transferir para viveiro (sombrite 50%) permanecendo por 60 dias. A propagação por sementes inicia-se retirando-as manualmente dos frutos, batendo-os sobre peneira. Este procedimento deve ser realizado em dias ensolarados, no final de tarde, pois a presença de fungos nas sementes é uma das principais causas de baixa germinação. Posteriormente, deve-se preparar a sementeira (com 15 cm de altura, de madeira ou plástico e com orifício para no fundo para o escoamento do excesso de água) contendo substrato industrializado ou solo e areia (1:1) e com superfície homogênea. Em seguida, as sementes devem ser distribuídas em fina camada sobre o substrato/areia e molhar com borrifador de água. A exposição das sementes a luz favorece a germinação (normalmente é em média 50%). Após 60 dias, quando as plântulas apresentarem de 6 a 8 folhas, deve-se transferi-las para sacos plásticos (10 cm de largura x 15 cm de comprimento), mantendo as em viveiro por mais 60 dias. O processo de plantio em local definitivo (a pleno sol) é o mesmo para mudas a partir de estacas ou sementes. As covas devem conter 20x20 cm, com adubação de 1 kg de esterco, com espaçamento de 1 m entre plantas e 1 m entre linhas [ 2 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

prefere solos bem drenados e ricos em matéria orgânica. A irrigação deve ser realizada em dias alternados [ 2 ] .

Colheita: 

os ramos com frutos são colhidos manualmente e batidos sob peneira (malha 3 mm) para a separação das sementes. Em seguida as sementes devem ser dispostas em estufa de ar circulante a temperatura constante de 35°C/2 horas. Posteriormente, são pesadas e acondicionadas em frasco hermeticamente fechado, contendo sílica dessecante. Este procedimento se faz necessário para evitar a contaminação por fungos, que é frequente nesta espécie. A colheita das folhas deve ser realizada em dias ensolarados, com tesouras de poda, retirando 60% dos ramos. O teor máximo de eugenol (analgésico) ocorre às 12:00 e o teor mínimo às 17:00 horas, enquanto que para obtenção de maior teor de cineol (broncodilatador e expectorante), recomenda-se a colheita por volta das 11:00 e 14:00 horas. Segundo a sabedoria popular a colheita das partes aéreas das plantas deve ser realizada na lua cheia [ 1 , 2 ] .

Pós-colheita: 

o fitoterápico deve ser produzido preferencialmente a partir das folhas frescas, pois apresentam maior teor de compostos voláteis do que as secas. Caso seja necessário a secagem, esta deve ser realizada em estufa de ar circulante a temperatura de 40°C/36 horas, posteriormente, moída em moinho de faca (até 40 mesh). O armazenamento deve ser em ambiente não úmido e ser utilizada por no máximo 3 meses, devido a volatilidade dos óleos essenciais [ 2 ] .

Referências bibliográficas

Parceiros