Symphytum officinale L.

Confrei, consólida, orelha-de-burro, língua-de-vaca, erva-do-cardeal e leite-vegetal.

Família 
Informações gerais 

Espécie de origem Europeia e Asiática, encontra-se cultivada em quase todo o mundo, especificamente, na América do Norte, do Sul e Nova Zelândia. Suas principais indicações são: analgésica, antisséptica, antimicrobiana, antiartrítica, antirreumática, antidiarreica, anti-inflamatória, cicatrizante, expectorante, antiúlcera, adstringente, anti-hemorrágica e anti-hipertensiva. A S. officinale produz alcaloides pirrolizidínicos, os quais apresentam efeitos hepatotóxico, pneumotóxico, carcinogênico/mutagênico, além de toxicidade gastrointestinal, renal e pancreática; em decorrência disso, fitoterápicos produzidos a partir desta espécie, devem ser utilizados por curto período de tempo, e na forma diluída (decimal), e de preferência para uso externo. Há relato de que extrato da raiz livre de alcaloides pirrolizidínicos de S. officinale não apresenta mutagenicidade[1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20].

Referências informações gerais
1 - OLTEAN, H. et al. Herbal medicine for low-back pain. Cochrane Database Syst Rev, v. 2014, n. 12, p.1-70, 2014. doi: 10.1002/14651858.CD004504.pub4
2 - AVILA, C. et al. A systematic review and quality assessment of case reports of adverse events for borage (Borago officinalis), coltsfoot (Tussilago farfara) and comfrey (Symphytum officinale). Fitoterapia, v. 142, p.1-12, 2020. doi: 10.1016/j.fitote.2020.104519
3 - STICKEL, F.; SEITZ, H. K. The efficacy and safety of comfrey. Public Health Nutr, v. 3, n. 4A, p.501-508, 2000. doi: 10.1017/s1368980000000586
4 - STAIGER, C. et al. Comfrey root: from tradition to modern clinical trials. Wien Med Wochenschr, v. 163, n. 3-4, p.58-64, 2013.
5 - FROST, R. et al. A critical scoping review of external uses of comfrey (Symphytum spp.). Complement Ther Med, v. 21, n. 6, p.724-745, 2013. doi: 10.1016/j.ctim.2013.09.009
6 - GAGNIER, J. J. et al. Herbal medicine for low back pain: a Cochrane Review. Spine (Phila Pa 1976), v. 41, n. 2, p.116-133, 2016. doi: 10.1097/BRS.0000000000001310
7 - COUET, C. E. et al. Analysis, separation, and bioassay of pyrrolizidine alkaloids from comfrey (Symphytum officinale). Nat Toxins, v. 4, n. 4, p.163-167, 1996. doi: 10.1002/19960404nt3
8 - BENEDEK, B. et al. Absence of mutagenic effects of a particular Symphytum officinale L. liquid extract in the bacterial reverse mutation assay. Phytother Res, v. 24, n. 3, p.466-468, 2010. doi: 10.1002/ptr.3000
9 - AFTAB, K. et al. Phyto-pharmacology of saponins from Symphytum officinale L. Adv Exp Med Biol, v. 404, p.429-442, 1996.  doi: 10.1007/978-1-4899-1367-8_34
10 - FROST, R. et al. The external use of comfrey: a practitioner survey. Complement Ther Clin Pract, v. 20, n. 4, p.347-355, 2014. doi: 10.1016/j.ctcp.2014.07.003
11 - ROHILLA, R. et al. Herbal and polymeric approaches for liver-targeting drug delivery: novel strategies and their significance. Drug Deliv, v. 23, n. 5, p.1645-1661, 2016. doi: 10.3109/10717544.2014.945018
12 - KOBRLOVÁ, L. et al. Morphological, ecological and geographic diferences between diploids and tetraploids of Symphytum officinale (Boraginaceae) justify both cytotypes as separate species. AoB Plants, v. 14, n. 4, p.1-17, 2022. doi: 10.1093/aobpla/plac028
13 - BARNES, J. et al. Herbal Medicines. 3 ed. London: Pharmaceutical Press, 2007, p. 188-190.
14 - GERMOSÉN-ROBINEAU, L. (Ed.). Hacia una farmacopea caribeña. Tramil 7 edición. Santo Domingo, República Dominicana: Enda-Caribe, UAG & Universidad de Antioquia, 1995, p. 615-616.
15 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 212-214.
16 - KRAFT, K.; HOBBS, C. Pocket Guide to Herbal Medicine. New York: Thieme Stuttgart, 2004, p. 21, 278-280.
17 - BRANDÃO, M. G. L. Planta medicinais e fitoterápicos (aspectos gerais e métodos de validação). Belo Horizonte: O Lutador, 2009, p. 27-28.
18 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 3 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2021, p. 185-186.
19 - TESKE, M. & TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. 4 ed. Curitiba: Herbarium Lab. Bot. Ltda, 2001, p. 112-113.
20 - EVANS, W. C. Trease and Evans Pharmacognosy. 16 ed. Philadelphia: Saunders, 2009, p. 370-371 e 411.
Descrição da espécie 

Espécie herbácea, perene, ereta, de 0,3 a 1,20 m de altura, caule curto, ereto e áspero; raiz fusiforme, fasciculada, de coloração negra (externamente) e branca (internamente); folhas simples, alternas, híspidas, decorrentes, com cerca de 10 a 25 cm de comprimento x 3 a 4 cm de largura, oblongo-lanceoladas, lanceoladas (superiores), largamente triangulares, margem ondulada, acuminadas, nervuras laterais dispostas em paralelo a central, que ramificam em direção a margem (mais proeminentes na fase abaxial), pecioladas (folhas inferiores), sésseis (folhas superiores), de coloração verde-acastanhada, sem odor característico, sabor ligeiramente adstringente; flores hermafroditas, diclamídeas, pentâmeras, pêndulas, apicais, com até 1,5 cm de comprimento, com corola tubulosa de coloração branca-amarelada, rosa ou roxa, reunidas em inflorescência tipo cimeira; frutos contendo 4 sementes lisas e brilhantes[1,2,3,4,5].

Referências descrição da espécie
1 - PECK, J. M.; FELL, K. R. The anatomy of the leaf of Symphytum officinale L. J Pharm Pharmacol, v. 13, p.154-165, 1961.  doi: 10.1111/j.2042-7158.1961.tb11806.x
2 - GERMOSÉN-ROBINEAU, L. (Ed.). Hacia una farmacopea caribeña. Tramil 7 edición. Santo Domingo, República Dominicana: Enda-Caribe, UAG & Universidad de Antioquia, 1995, p. 615.
3 - GRUENWALD, J. et al. PDR for Herbal Medicines. Montvale: Economics Company, Inc, 2000, p. 212.
4 - MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 2 ed. Fortaleza: UFC, 1994, p. 84.
5 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 3 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2021, p. 185.
Etnobotânica
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Confrei Romênia e outros países do Leste Europeu Raiz

Anti-inflamatória, hemostática, adstringente, emoliente, vulnerária, descongestionante, antitumoral e calmante.

-

Uso interno e externo.

-

[ 1 ]
Konsoul Martinica (Caribe) Folha

Emenagoga.

Decocção.

Uso interno.

-

[ 2 ]
Konsoul Guadalupe (Caribe) Folha

No tratamento de sangue nos rins e distúrbios menstruais.

Decocção.

Uso interno.

-

[ 2 ]
- Dominica (Caribe) Folha

Antitérmica, anti-hemorrágica (nasal) e emenagoga.

-

-

-

[ 2 ]
- Guiana Francesa Folha

No tratamento de distúrbios da circulação sanguínea.

-

-

-

[ 2 ]
Consólida Ceará (Brasil) Folha ou raiz

Cicatrizante.

Tintura: juntar em um frasco 3 partes da planta (seca e moída), 8 partes de etanol e 4 partes de água. Fechar bem e deixar em repouso durante 1 semana. Filtrar e armazenar em local protegido da luz e calor. Esta tintura pode ser utilizada para o preparo da pomada: misturar primeiramente, 2 partes da tintura com 2 partes de lanolina, e depois acrescentar 6 partes de vaselina esterilizada. 

Uso externo.

Os alcaloides pirrolizidínicos podem provocar toxicidade hepática (uso interno).

[ 3 ]
Consólida Ceará (Brasil) Folha ou raiz

Cicatrizante.

Decocção: 1 ou 2 partes da planta (seca ou fresca, respectivamente) em 5 partes de água. Ferver durante 10 minutos, filtrar e usar ainda morno.

Uso externo.

Os alcaloides pirrolizidínicos podem provocar toxicidade hepática (uso interno).

[ 3 ]
Confrei Brasil Folha

Antidisentérica, anti-inflamatória, antirreumática, anti-hemorroidária, antitussígena, no tratamento de doenças gastrointestinais, bronquite e irregularidade menstrual.

Chá, suco ou salada.

-

-

[ 4 ]
Confrei Brasil Folha

Cicatrizante (feridas, úlceras varicosas e irritações da pele).

-

Uso externo: na forma de cataplasmas, compressas e banhos.

-

[ 4 ]
Confrei Brasil Raiz

Brasil – Confrei – Raiz – – Cicatrizante (feridas, úlceras varicosas e irritações da pele), no tratamento de picadas de insetos e queimaduras. – Uso externo.

In natura: após limpeza da raiz, amassa-la bem.

Compressa: aplicar diretamente no local. 

-

[ 4 ]
Consólida Brasil Rizoma ou folha

No tratamento de pancadas, quedas, hematomas e torções.

Tintura ou alcoolatura.

Aplicar no local até 3 vezes ao dia. Não utilizar por mais de 21 dias.

O uso interno é contraindicado na gestação, lactação e em pacientes com hepatopatias. Não é recomendado o uso tópico em feridas abertas. O FDA recomenda apenas o uso tópico, salvo a prescrição por profissional habilitado. O tratamento deve ser por curto período de tempo, de 4 a 6 semanas/ano, pois contém alcaloides pirrolizidínicos que podem apresentar toxicidade hepática (dores abdominais, hepatomegalia, aumento dos níveis plasmáticos de transaminase e ascite).

[ 5 ]

Referências bibliográficas

Anti-inflamatória

Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: hidroalcoólico a 20%. Fração (água/acetato de etila): isenta de mucilagem. Concentrações para ensaio: 6 a 166 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células endoteliais da veia umbilical de humanos (HUVECs) incubadas com o extrato e fração vegetal, com posterior análise de citotoxicidade; e estimuladas com IL-β, com posterior análise da atividade de enzima peroxidase, COX-1 e níveis de selectina E (ELISA), expressão de NF-kB (Gene repórter) e proteínas (Western blotting), e parâmetros microscópicos (imunofluorescência).

 

O extrato e a fração de S. officinale apresentam atividade anti-inflamatória, pois inibe a ativação do fator de transcrição NF-kB.

[ 4 ]

Antioxidante

Antioxidante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: material vegetal (pó) em etanol a 65%. Rendimento: 26,02%. RDE: 3,84:1. Concentrações para ensaio: 1,25 a 20 mg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através dos ensaios: DPPH, ABTS, redução de íons de ferro e inibição de 15-lipoxigenase.

 

O extrato de S. officinale apresenta atividade antioxidante, principalmente devido a presença dos compostos fenólicos.

[ 7 ]

Antioxidante e Inibidora enzimática (tirosinase e α-glicosidase)

Antioxidante e Inibidora enzimática (tirosinase e α-glicosidase)
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea e raiz

Extrato: 2,5 g do material vegetal (triturado) em 25 mL de diclorometano, metanol e etanol a 65%. Rendimento: 0,04, 0,28 e 0,52 g; 0,02, 0,26 e 0,83 g, respectivamente. Outra espécie em estudo: Anchusa ochroleuca.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através dos métodos DPPH, ABTS, CUPRAC, FRAP, fosfomolibdênio e quelante de metal.

Determinar a atividade inibitória das enzimas acetilcolinesterase, butirilcolinesterase, tirosinase, α-amilase e α-glucosidase.

 

Os extratos etanólico e metanólico da parte aérea de S. officinale apresentam atividade antioxidante mais potente, enquanto que o extrato etanólico da raiz demonstra ação inibitória, principalmente, das enzimas tirosinase e α-glicosidase.

[ 2 ]

Antioxidante e Proliferativa

Antioxidante e Proliferativa
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: aquoso e hidroalcoólico. Rendimento: 10,4 e 11,2%. Concentrações para ensaio: 50 a 200 μg/mL.

In vitro:

Determinar a atividade antioxidante através da eliminação do radical DPPH e redução do íon férrico (FRAP).

Em cultura de fibroblastos da pele de humanos (HSF) incubados com o extrato vegetal, com posterior análise da proliferação celular (MTT e coloração florescente).

 

Os extratos de S. officinale apresentam atividades antioxidante e proliferativa, além da ausência de danos em fibroblastos da pele de humanos.

[ 1 ]

Antitumoral e Hepatoprotetora

Antitumoral e Hepatoprotetora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 1 kg do material vegetal em 1 L de etanol a 93%. Dose para ensaio: 10%.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões pré-neoplásicas hepática induzidas por N-nitrosodietilamina, 2-acetilaminofluoreno e hepatectomia, tratados com o extrato vegetal, com posterior análise de parâmetros macroscópicos e microscópicos.

O extrato de S. officinale apresenta atividade antitumoral e hepatoprotetora, devido a ação antiproliferativa.

[ 3 ]

Cicatrizante

Cicatrizante
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: 255 g do material vegetal (pó) em água/propilenoglicol (60:40). Formulações: gel de carbopol®, solução glicerol-alcoólica e emulsão (O/A), contendo 8% do extrato vegetal.

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de lesões cutâneas por excisão (1 cm2), tratados topicamente com as formulações fitoterápicas, com posterior análise de parâmetros histopatológicos.

O extrato de S. officinale apresenta atividade cicatrizante, devido as ações anti-inflamatória e estimuladora da produção de colágeno, principalmente quando incorporado em emulsão (O/A).

[ 9 ]

Estimuladora e Inibidora da proliferação celular

Estimuladora e Inibidora da proliferação celular
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato: 300 g do material vegetal (pó) em 300 mL de água. Concentrações para ensaio: 10 a 1000 µg/mL.

In vitro:

Em cultura de células epiteliais renais caninas (MDCK) e fibroblásticas de camundongos (L929) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da viabilidade e proliferação celular (MTT).

 

O extrato de S. officinale não altera, significativamente, a viabilidade celular, contudo, estimula a proliferação de fibroblastos (> 40 µg/mL) e inibe a proliferação de células epiteliais (> 100 µg/mL).

[ 14 ]
Ensaios toxicológicos

Carcinogênica

Carcinogênica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Pó. Dose para ensaio: 8% da dieta alimentar.

In vivo:

Em ratos transgênicos (Big Blue) suplementados com o extrato vegetal, com posterior análise da expressão de genes carcinogênicos em tecido hepático (miRNA e Microarray).

A suplementação com pó de S. officinale estimula a expressão de genes envolvidos na carcinogênese.

[ 15 ]
Folha e raiz

Pó. Doses para ensaio: 8 a 33% (folha); 0,5 a 8% (raiz).

In vivo:

Em ratos ACI suplementados com dieta contendo o pó vegetal, com posterior análise de parâmetros histopatológicos hepáticos e renais.

A suplementação por longo período com a raiz de S. officinale apresenta atividade carcinogênica mais potente, principalmente hepática.

[ 11 ]
Raiz

Pó. Dose para ensaio: 8% da dieta.

In vivo:

Em ratos transgênicos (Big Blue Fisher 344) suplementados com dieta contendo o material vegetal, com posterior análise da expressão de genes envolvidos na carcinogênese em tecido hepático (Microarray).

A suplementação com o pó de S. officinale estimula a expressão de genes envolvidos na carcinogênese, devido à presença, principalmente, dos alcaloides pirrolizidínicos.

[ 12 ]

Hepatotoxicidade

Hepatotoxicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Pó. Dose para ensaio: 8% da dieta.

In vivo:

Em ratos transgênicos (Big Blue Fischer 344) suplementados com dieta contendo o pó vegetal, com posterior análise do ensaio de mutação em DNA hepático (λ Select cII) e expressão genica (Microarray).

O pó de S. officinale apresenta hepatotoxicidade (metabolismo, lesão de células endoteliais, fibrose e tumor), devido a ação mutagênica. 

[ 5 ]
Raiz

Pó. Doses para ensaio: 2%.

In vivo:

Em ratos transgênicos (Big Blue) suplementados com dieta contendo o pó vegetal, com posterior análise de mutagenicidade no gene hepático cII.

A suplementação com pó de S. officinale apresenta atividade genotóxica, podendo induzir o surgimento de tumores hepáticos.

[ 8 ]

Letalidade

Letalidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Chá. Concentrações para ensaio: 1,0 a 1000,0 µg/mL. Outras espécies em estudo: Senecio vernalis, Petasites hybridus e Tussilago farfara.

In vitro:

Determinar a toxicidade (CL50) dos extratos vegetais em bioensaios com Artemia salina e Daphnia magna.

 

Os extratos vegetais apresentam letalidade, podendo ser proporcional a concentração de alcaloides pirrolizidínicos.

[ 13 ]

Mutagenicidade

Mutagenicidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato aquoso: submetidos a diluição (8 e 16 vezes).

In vitro:

Em raízes laterais de Vicia faba var. menor incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise de aberrações cromossômicas e do índice mitótico.

 

Os extratos aquosos diluídos de S. officinale apresentam ação mutagênica, além de potencializar a metáfase anormal.

[ 6 ]

Toxicidade aguda e crônica

Toxicidade aguda e crônica
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Raiz

Extrato metanólico acidificado. Dose para ensaio: 2000 e 5000 mg/kg; 250 mg/kg. Outras espécies em estudo: Tussilago farfara, Petasites hybridus e Senecio vernalis.

In vivo:

Em camundongos NMRI e ratos Wistar submetidos ao teste de toxicidade aguda e crônica, respectivamente.

O extrato de S. officinale apresenta DL50 > 5000 mg/kg (toxicidade aguda), além da ausência de hepatotoxicidade significativa (toxicidade crônica).

[ 10 ]

Referências bibliográficas

Referências bibliográficas

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Álcool etílico/água 70%

1000 mL

Álcool etílico /água 80%

1000 mL

Raiz seca

100 g

Raiz fresca

200 g

                                                              * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de álcool etílico 96%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de raiz fragmentada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de álcool etílico a 70%, tampar bem o frasco e deixar a raiz em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Alcoolatura: pesar 200 g de raiz fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de álcool etílico a 80%, tampar bem o frasco e deixar a raiz em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar. 

Principais indicações

Raiz: dores nas articulações 

Posologia

Uso oral: em diluições decimais (acima de DH1), tomar 5 gotas, 2 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Uso tópico: na forma de creme, aplicar na área afetada 2 vezes ao dia. 

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Tintura de Chenopodium ambrosioides e Symphytum officinale (DH 1 e DH5)

1:1

 
Modo de preparo

Preparar a dinamização: colocar em proveta 10 mL da tintura e adicionar 90 mL de solução álcool etílico/H2O (3:7v/v), em seguida transferir para frasco de 150 mL e sucussionar (agitar a solução por 100 vezes).

Preparar a tintura composta: em uma proveta graduada, medir as quantidades de tinturas dinamizadas e verter em frasco de vidro âmbar esterilizado. Tampar, agitar e rotular.

Principais indicações

Artroses, processos degenerativos osteoarticulares e fraturas.

Posologia

Uso oral: Tomar 5 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia, por 40 dias.

Farmácia da Natureza
[ 3 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Raiz (fresca)

200 g

Álcool etílico 96°

100 mL

Propilenoglicol

900 mL

Modo de preparo

Pesar e lavar as raízes. Em seguida picar e colocar na solução de etanol e propilenoglicol.  Deixar por 7 dias em maceração e filtrar. Envasar e etiquetar.

Principais indicações

Analgésica e anti-inflamatória.

Posologia

Extrato glicólico: uso tópico após incorporado em cremes, loções e shampoos.

Farmácia da Natureza
[ 4 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Base de sabonete glicerinado hipoalergênico

1 kg

Curcuma longa (tintura ou alcoolatura)

10 mL

Calendula officinalis (tintura ou alcoolatura)

20 mL

Symphytum officinale (tintura ou alcoolatura)

10 mL

Essência para sabonete (opcional)

3 mL

 
Modo de preparo

Picar a base em pedaços pequenos e levar para derreter em banho-maria ou chapa elétrica. Se for em chapa, o recipiente deve ser de ágata ou Becker. Quando estiver derretido, colocar as tinturas ou alcoolaturas, misturar bem e retirar do fogo. Adicionar a essência (opcional). Envasar o sabonete em formas próprias. Depois de esfriar, desenformar, embalar com filme plástico e etiquetar.

Principais indicações

Cicatrizante e anti-inflamatório.

Posologia

Uso externo: passar na área afetada 1 a 2 vezes ao dia, deixando agir por 1 minuto e enxaguar em seguida.

Farmácia da Natureza
[ 5 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Symphytum officinale (raiz - tintura 20% p/v em álcool etílico 70%)

35 mL

Creme base não iônico (q.s.p.)

100 g

Modo de preparo

Pesar a tintura, incorporar o creme e homogeneizar.

Principais indicações

Contusões e traumatismos.

Posologia

Uso externo: passar na área afetada 2 vezes ao dia.

Farmácia da Natureza
[ 6 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Água destilada

848 mL

Base não iônica (Paramul)

100 g

Vaselina sólida

30 g

Glicerina

20 mL

Nipagin® 0,2%

2 g

Symphytum officinale (tintura)

100 mL*

Copaifera langsdorffii (óleo)

100 mL*

* As tinturas deverão ser acrescentadas na água que será preparada o creme. Como este preparado será submetido ao calor, o álcool será evaporado e a quantidade final do creme será de 1 kg.
Modo de preparo

Fase A: aquecer o paramul e a vaselina a 85ºC.

Fase B: aquecer a água destilada com a glicerina a 85ºC.

Verter a Fase B sobre a Fase A sob agitação até completar o processo de emulsificação. Incorporar o conservante na base do creme a temperatura abaixo de 50ºC.

Principais indicações

Contusões e traumatismos.

Posologia

Uso externo: passar na área afetada 2 vezes ao dia.

Referências bibliográficas

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 , 12 , 13 , 14 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Alcaloides pirrolizidínicos

intermidina, acetilintermidina, licopsamina, acetilicopsamina, simfitina, equimidina, simlandina, simviridina, lasiocarpina, mioscorpina, heliosupina, viridiflorina, equiumina, equinatina, acetil licopsamina, acetil intermidina e sinfitocinoglosina.

Aminoácidos

asparagina.

Carboidratos

glicose, frutose, arabinose, ácido glicurônico, manose, frutano, ramnose, xilose e amido.

Compostos fenólicos

ácido rosmarínico, ácido clorogênico, ácido p-cumárico, ácido cafeico, ácido salvianólico A, B e C, globoidnan A e B, rabdosiína e danshensu.

Fitosteróis

sitosterol e estigmasterol.

Óleos essenciais

Outras substâncias

alantoína, ácido litospérmico, ácido p-hidroxibenzoico e ácido salicílico.

Saponinas

hederagenina e simfitóxido A.

Taninos

pirocatecol.

Triterpenoides

ácido oleanólico.

Vitaminas

A, B1, B2, B9, B12 e C.

Referências bibliográficas

Tipo: Internacional
Tipo de Monografia: Agência Europeia de Medicamentos
Ano de Publicação: 2015
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Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Ministério da Saúde
Ano de Publicação: 2015
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Advertências: 

suspender o uso se houver alguma reação indesejável. O uso contínuo (tópico) não deve ultrapassar 45 dias[2].

Contraindicações: 

em gestantes, lactantes e pacientes alcoolistas, abstêmios ou em tratamento para o alcoolismo (referente ao uso de formulações contendo etanol)[2,4,5,8,11,12].

Efeitos colaterais e toxicidade: 

o uso oral, em humanos, pode favorecer o surgimento de dor abdominal, náusea, ganho de peso, ascite, fraqueza, icterícia, alteração dos níveis das aminotransferases séricas, levando a insuficiência hepática (síndrome de obstrução sinusoidal subaguda e crônica). Estudo em animais observou lesões gastrointestinais, no pâncreas, glomérulos renais e hiperplasia endotelial pulmonar. A toxicidade de S. officinale está na presença dos alcaloides pirrolizidínicos que são metabolizados por enzimas do citocromo P450 em pirrol que é altamente prejudicial para as células endoteliais hepáticas. Assim, seu uso deve ser, preferencialmente, externo e em pele íntegra. O efeito cicatrizante é mais rápido que o efeito anti-inflamatório, e por isso é comum o paciente sentir dor na lesão mesmo após a cicatrização. Pode provocar fotossensibilização, e por isso deve-se proteger as partes tratadas com esta planta da exposição prolongada ao sol[1,2,3,4,5,6,7,8,10,11,12,13].

Interações medicamentosas: 

o fenobarbital pode aumentar a toxicidade dos alcaloides pirrolizidínicos, pois induz a atividade de enzimas microssomais. Associar com Plantago major (tanchagem) e Maytenus spp. (espinheira-santa) nos casos de aftoses[9,13].

Referências bibliográficas

Propagação: 

a partir de pedaços da parte subterrânea cortada em quatro partes. O plantio deve ser realizado com espaçamento de 0,50x0,50 m [ 3 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

cresce em locais úmidos, especialmente perto de rios e córregos [ 2 ] .

Problemas & Soluções: 

o armazenamento das raízes reduz a concentração dos alcaloides pirrolizidínicos, sendo este um fator de melhoria quanto ao perfil de segurança de uso desta espécie vegetal [ 1 ] .

Referências bibliográficas

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