Justicia pectoralis Jacq.

Chambá, anador, trevo-do-Pará e trevo-cumaru.

Família 
Informações gerais 

Originária da América Central e América do Sul, sendo muito cultivada em hortas domésticas. Suas principais indicações são: expectorante, broncodilatadora, antitussígena, sedativa leve, hipotensora, antimicrobiana, imunoestimulante, anticoagulante, antitérmica, antiespasmódica, anti-inflamatória, cicatrizante e analgésica[1,2,3,4,5,6,7].

Referências informações gerais
1 - FERRO, D. & PEREIRA, A. M. S. Fitoterapia: Conhecimentos tradicionais e científicos, vol. 2. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2018, p. 130-134.
2 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 123-125.
3 - PEREIRA, A. M. S. et al. Formulário Fitoterápico da Farmácia da Natureza. 2 ed. São Paulo: Bertolucci, 2014, p. 148-149.
4 - LORENZI, H. & MATOS, F. J. de A. Plantas medicinais no Brasil: Nativas e exóticas. 2 ed. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2008, p. 37-38.
5 - WEDLER, E. Atlas de las plantas medicinales silvestres y cultivadas em la zona tropical. 2 ed. Colômbia: Todográficas Ltda, 2017, p. 283-284.
6 - PEREIRA, A. M. S. (Org.). Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1 ed. São Paulo: Bertolucci, 2017, p. 97-99.
7 - GERMOSÉN-ROBINEAU, L. (Ed.). Hacia una farmacopea caribeña. Tramil 7 edición. Santo Domingo, República Dominicana: Enda-Caribe, UAG & Universidad de Antioquia, 1995, p. 304-308.
Descrição da espécie 

Erva perene, entouceirada, suberecta, de aproximadamente 40 a 70 cm de altura; folhas simples, membranáceas, opostas, lanceoladas, pecioladas, estreitas e longas, com cerca de 3 a 10 cm de comprimento; inflorescências terminais em panículas, compostas por flores pequenas e azuladas; os frutos são do tipo cápsula deiscente. A planta desprende um forte cheiro adocicado (cumarina) algum tempo depois da coleta[1,2,3].

Referências descrição da espécie
1 - PEREIRA, A. M. S. et al. (Org.). Manual Prático de Multiplicação e Colheita de Plantas Medicinais. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2011, p. 123.
2 - MING, L. C. Medicina verde: programa municipal de plantas medicinais e fitoterápicos de Botucatu (SP) – Agricultores. 1 ed. Prefeitura Municipal de Botucatu: Universidade Estadual Paulista, 2015, p. 17.
3 - GERMOSÉN-ROBINEAU, L. (Ed.). Hacia una farmacopea caribeña. Tramil 7 edición. Santo Domingo, República Dominicana: Enda-Caribe, UAG & Universidad de Antioquia, 1995, p. 304.
Etnobotânica
Nome popular Local Parte da planta Indicação Modo de preparo Forma de uso Restrição de uso Referências
Cúria, erva de Santo Antônio e erva do carpinteiro Venezuela -

Adstringente, expectorante, broncodilatadora, sedativa e anti-hemorrágica.

-

-

-

[ 1 ]
Cúria, erva de Santo Antônio e erva do carpinteiro Venezuela Folha

Cicatrizante (feridas).

Cataplasma.

-

-

[ 1 ]
Cúria, erva de Santo Antônio e erva do carpinteiro Venezuela Raiz

Emenagoga.

Decocção.

-

-

[ 1 ]
Cúria, erva de Santo Antônio e erva do carpinteiro Venezuela -

Hepatoprotetora, antirreumática e nos casos de gota.

Infusão.

-

-

[ 1 ]
Cerebril, tilo crioulo e tilo cubano Costa Rica -

Tranquilizante.

Infusão.

Uso interno.

-

[ 1 ]
Cerebril, tilo crioulo e tilo cubano Costa Rica Folha

Anticatarral e broncodilatadora.

Decocção.

Tomar 3 vezes ao dia.

-

[ 1 ]
Tilo, tila, chá criolo e carpinteiro Cuba e Colômbia (Zona Tropical) Folha fresca ou seca ou planta toda

Sedativa, calmante, antigripal, antitussígena, expectorante, broncodilatadora, antiepiléptica, orexígena, analgésica e no tratamento da arteriosclerose. 

Decocção ou infusão e adoçar (uso interno) ou cozinhar em azeite (uso externo).

Uso interno: tomar 3 vezes ao dia. Uso externo: na forma de cataplasma (problemas respiratórios). 

-

[ 1 , 3 ]
- Jamaica e Colômbia (Zona Tropical) Planta toda ou sumo das folhas frescas

No tratamento de ferimentos cutâneos (cortes) sangrantes.

-

-

-

[ 1 , 3 ]
- Haiti e Colômbia (Zona Tropical) Folha

No tratamento de gastralgia e gastrite. 

-

Uso interno.

-

[ 1 , 3 ]
Curía e Santa Marta Honduras Planta toda

Dor de estômago, tosse e febre.

Decocção.

-

-

[ 2 ]
Yakayú Colômbia Planta toda

Pneumonia e outras afecções pulmonares.

Decocção.

-

-

[ 2 ]
- Caribe e Colômbia (Zona Tropical) Folha (pó)

Afrodisíaca.

Maceração no vinho.

-

-

[ 2 ]
- América do Sul e Colômbia (Zona Tropical) Folha (pó)

Alucinógena (associado com espécies do gênero Virola).

Inalação.

-

-

[ 2 ]
Tilo criollo, tilo jardín, té criollo e piri piri Colômbia (Zona Tropical) Talo e folha

Anticoagulante.

-

-

-

[ 3 ]
Tilo criollo, tilo jardín, té criollo e piri piri Colômbia (Zona Tropical) Planta toda

Antianêmica e anti-hemorrágica.

-

Associar com folhas de Croton.

-

[ 3 ]
Chambá Botucatu-SP (Brasil) Parte aérea

Antitussígena, expectorante e broncodilatadora.

Infusão: 5 g (5 colheres de chá) em 150 mL (1 xícara de chá) de água.

Tomar 1 xícara (chá) de 2 a 3 vezes ao dia.

Deve-se evitar em pacientes com problemas de coagulação ou em uso de anticoagulantes e analgésicos.

[ 4 ]
Chambá Indígenas da Amazônia (Brasil) Folha

Aromatizante de misturas alucinógenas com sementes de Virolla.

Pó: inalação (rapés sagrados).

-

-

[ 5 ]
Chambá Nordeste (Brasil) Folha

Broncodilatadora, anti-inflamatória, antiasmática, antitussígena, no tratamento de bronquite, chiado no peito e respiração difícil sem causa aparente.

Lambedor ou xarope: misturar 30 a 40 folhas frescas de Plectranthus amboinicus (malvarisco) em 1 copo de açúcar (formando camadas) em fogo baixo, até formar uma uma mistura líquida, e adicionar (ainda quente) o decocto de chambá, a partir de um punhado de folhas picadas e 50 a 100 mL de água. Pode acrescentar poejo ou hortelã japoneza ao decoto de chambá.

Tomar de 1 a 2 colheres (de sopa) 2 ou 3 vezes ao dia. Manter em geladeira, e consumir até 1 mês depois do preparo.

Crianças devem tomar a metade da dose.

[ 5 , 6 ]
Grama carpinteiro Trinidad e Tobago Folha

No tratamento de doenças da próstata.

-

-

-

[ 7 ]
Tilo Costa Rica Planta toda

Calmante.

Decocção.

Via oral.

-

[ 8 ]
Zeb chapantyè Martinica e Dominica

No tratamento de entorse.

Maceração.

Uso externo: aplicar no local.

-

[ 8 ]
Tilo Cuba Parte aérea

Calmante e antitérmica.
 

Decocção.

Via oral.

-

[ 8 ]
Zeb chapantyè Dominica Planta toda

Anti-hemorrágica (nasal).

Decocção.

Via oral.

-

[ 8 ]
Chapantye Haití Folha

No tratamento de dores no estômago.

 

Decocção.

Via oral.

-

[ 8 ]
- Santa Lucía Caule e folha

No tratamento de abscessos.

Decocção.

Via oral.

-

[ 8 ]
Curia Venezuela Caule e folha

Antiparasitária (intestinal).

Decocção.

Via oral.

-

[ 8 ]
Zeb chapantyè Martinica e Dominica Folha

Antirreumática.

Maceração: com etanol.

Uso externo: friccionar no local.

-

[ 8 ]
- Barbados e Porto Rico -

Expectorante.

-

-

-

[ 8 ]
- Jamaica -

Cicatrizante.

 

-

-

-

[ 8 ]
Tilo Cuba -

Expectorante e sedativa.

-

-

-

[ 8 ]

Referências bibliográficas

Ansiolítica

Ansiolítica
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato (1:7,5 p/v): maceração de 50 g do material vegetal (seco) em etanol a 20%. Rendimento 3,8%. Doses para ensaio: 50, 100 e 200 mg/kg.

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com extratos vegetal, submetidos aos testes comportamentais de labirinto em cruz elevado, campo aberto, locomotor (Rota-rod), claro/escuro e tempo de sono induzido por pentobarbital.

Observou-se que o extrato de J. pectoralis apresenta atividade ansiolítica, além da ausência de alteração no sistema locomotor e ação sedativa.

[ 5 ]

Anti-histamínica e Broncodilatadora

Anti-histamínica e Broncodilatadora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato: decocção de 23,72 g do material vegetal (fresco) em 273,2 L de água. Concentração para ensaio (in vitro): 3,3 mg/kg. Dose para ensaio (in vivo): 3,3 mg.

In vitro:

Em músculo liso traqueal de porquinhos-da-Índia incubados com histamina e extrato vegetal, com posterior análise da contração muscular.

 

In vivo:

Em porquinhos-da-Índia portadores de pápulas induzidas por ovalbumina (OVA), tratados como o extrato vegetal e histamina, com posterior análise do diâmetro das pápulas.

Observou-se que o extrato de J. pectoralis apresenta atividades anti-histamínica, anti-inflamatória e broncodilatadora.

[ 3 ]

Anti-inflamatória e Broncodilatadora

Anti-inflamatória e Broncodilatadora
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato etanólico a 20%. Rendimento: 12%. Doses para ensaio: 50, 200 e 400 mg/kg. Outras espécies em estudo: Torresea cearensis, Eclipta alba, Pterodon polygaliflorus e Hybanthus ipecacuanha.

In vitro:

Em fragmentos da traqueia de porquinhos-da-Índia incubados com extrato vegetal, e submetidos ao teste de contratilidade muscular induzido por carbacol.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss tratados com os extratos vegetais e submetidos a testes antinociceptivos e anti-inflamatórios (contorções abdominais induzidas por ácido acético, lambida de pata induzida por formalina, e edema de pata induzido por carragenina e dextrana).

Os extratos vegetais demonstram atividades antinociceptiva e anti-inflamatória, contudo a ação broncodilatadora apresenta-se mais potente para as espécies J. pectoralis e P. polygaliflorus.

[ 9 ]

Anti-inflamatória e Hormonal

Anti-inflamatória e Hormonal
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: maceração de 1 kg do material vegetal (seco) em 5 L de metanol. Frações: éter de petróleo, acetato de etila, acetato de etila e água.

In vitro:

Em células de câncer de mama humano estrógeno dependente (MCF-7 K1) incubadas com o extrato vegetal, com posterior análise da proliferação celular.

Em células de câncer de mama humano (MCF-7) transfectadas com o gene repórter Luciferase (ERE 2), incubadas com o extrato vegetal na presença de antagonista para o receptor de estrógeno, e análise da expressão dos genes pS2, PR e PTGES.

Em células osteossarcoma de humano (U2-OS) transfectadas com o gene repórter Luciferase (ERβ-CALUX) incubadas com o extrato vegetal com posterior análise dos níveis de estradiol.

Determinar a concentração inibitória média (CI50) através da ligação dos extratos vegetais e frações ao receptor 3H-progesterona, e a afinidade de ligação aos receptores ERα e ERβ.

Determinar a atividade da enzima COX 2, incubada com o extrato vegetal, com posterior análise dos níveis de prostaglandinas E2, por imunoensaio.

 

Observou-se que J. pectoralis é agonista dos receptores de estrogênio e progesterona, além de demonstrar ação anti-inflamatória.

[ 6 ]

Anti-inflamatória e Relaxante muscular

Anti-inflamatória e Relaxante muscular
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato (1:7,5 p/v): maceração do material vegetal em etanol à 20%. Dose para ensaio (in vivo): 380 mg/kg.

In vitro:

Em anéis traqueais de ratos Wistar portadores de sensibilidade à ovalbumina, incubados com Ca2+, KCl ou ACh, na presença ou ausência do extrato vegetal, com posterior análise de contratilidade do músculo liso.

 

In vivo:

Em ratos Wistar portadores de hipersensibilidade à ovalbunina (OVA), submetidos inalação de ovalbumina e tratados com o extrato vegetal, com posterior análise da contratilidade do músculo da traqueia, dos níveis de citocinas (IL-β1 e TNF-α) e expressão gênica (TRPC1, TRPC4, TRPC5 e TRPC6).

Observou-se que o extrato de J. pectoralis apresenta atividade anti-inflamatória e relaxante da musculatura lisa.

[ 2 ]

Antibacteriana

Antibacteriana
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato etanólico/diclorometano (1:1). Frações: éter de petróleo e acetato de etila. Concentração para ensaio: 1000 µg/mL.

In vitro:

Em cepas de Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Salmonella typhimurium, Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis e Enterococcus faecalis incubadas com os extratos vegetais e submetidas ao teste de diluição em ágar, com posterior análise do crescimento bacteriano.

 

O estudo demonstra que das 51 plantas analisadas, os extratos de Neurolaena lobata, Manihot utilíssima e Justicia pectoralis apresentam atividade antibacteriana mais potente.

[ 8 ]

Antibacteriana e Anti-inflamatória

Antibacteriana e Anti-inflamatória
Parte da planta
Extrato / RDD / Padronização
Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Folha

Extrato (10% p/v): material vegetal (seco) em água ou acetona:água (7:3 v/v).

In vitro:

Em células mononucleares de sangue periférico humano (PBMCs), esplenócitos de camundongos Balb/c e linhagens celulares neoplásicas TOLEDO (linfoma de células B), K562 (leucemia mielóide crônica), DU-145 (câncer de próstata) e PANC-1 (câncer de pâncreas) incubadas com extratos vegetais, com posterior análise de citotoxicidade através dos ensaios MTT e exclusão do corante de azul de tripan.

Em cepas de Acinetobacter baumanii e Krebsiella pneumoniae isoladas e submetidas ao teste de microdiluição em ágar, para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e bactericida mínima (CBM).

Em esplenócitos de camundongos Balb/c incubados com extratos vegetais, com posterior análise dos níveis de citocinas (IL-17 e IFN-γ) por imunoabsorção enzimática (ELISA).

 

Observou-se que ambos os extratos vegetais apresentam atividade antitumoral e baixa toxicidade, contudo o extrato orgânico exibiu maior ação antibacteriana e anti-inflamatória.

[ 1 ]
Ensaios toxicológicos

Letalidade

Letalidade
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: maceração do material vegetal (seco) em etanol a 99,8%. Concentrações para ensaio: 1, 10, 100 e 1000 µg/mL. Outras espécies em estudo: Acmella uliginosa, Ageratum conyzoides, Eugenia uniflora, Plectranthus neochilus, Moringa oleifera e Equisetum sp.

In vitro:

Determinar a concentração letal média (CL50) do extrato vegetal através do bioensaio em Artemia salina.

 

Neste estudo o extrato de J. pectoralis não apresenta toxicidade, contudo A. uliginosa exibe maior toxicidade, principalmente para o extrato a partir das flores.

[ 4 ]
Folha

Extrato fluido (3:1). Concentrações para ensaio (in vitro): 10, 100 e 1000 µg/mL.

In vitro:

Determinar a concentração letal média (CL50) através do bioensaio em Artemisia salina.

 

In vivo:

Em camundongos Swiss submetidos ao ensaio de toxicidade, para determinar dose letal média (DL50).

Este estudo demonstra a similitude entre os resultados in vivo e in vitro, sendo o ensaio em A. salina indicado para estudos toxicológicos, assim, o extrato de Justicia pectoralis apresenta CL50 = 60,14 µg/mL e DL50 = 3531,11 mg/kg.

[ 7 ]

Toxicidade materna e fetal

Toxicidade materna e fetal
Parte da planta Extrato / RDD / Padronização Modelo de ensaio in vitro / in vivo Conclusão Referências
Parte aérea

Extrato: percolação de 2000 g do material vegetal (pó) em 35 L de etanol a 20%. Rendimento: 2,5% (p/p). Doses para ensaio: 300 a 1200 mg.

In vivo:

Em ratas Wistar prenhes submetidas aos testes de toxicidade materna e fetal.

O extrato de J. pectoralis não apresenta sinais de toxicidade, materna e fetal, significativos.

[ 10 ]

Referências bibliográficas

Referências bibliográficas

Farmácia da Natureza
[ 1 ]

Fórmula

Tintura

Alcoolatura

Componente

Quantidade

Componente

Quantidade*

Álcool etílico/água 70%

1000 mL

Álcool etílico/água 80%

1000 mL

Folha seca

200 g**

Folha fresca

200 g

                                                               * Após a filtragem ajustar o teor alcoólico da alcoolatura para 70%, com adição de álcool etílico 96%, se necessário. 
Modo de preparo

Tintura: pesar 100 g de parte aérea rasurada e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de álcool etílico a 70%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.** Devido a dificuldade de desfolhar a parte aérea seca utiliza-se 200 g, considerando que o caule tem menor concentração de cumarina.

Alcoolatura: pesar 200 g de folha fresca, lavar, picar e colocar em frasco de vidro âmbar; em seguida adicionar 1000 mL de álcool etílico a 80%, tampar bem o frasco e deixar a planta em maceração por 7 dias, agitando o frasco diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro e envasar em frasco de vidro âmbar.

Principais indicações

Afecções das vias respiratórias superiores e inferiores.

Posologia

Uso oral: tomar de 1 a 3 gotas por quilo de peso, divididas em 3 vezes ao dia, sempre diluídas em água (cerca de 50 mL ou meio copo).

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Justicia pectoralis (folha - tintura 20% p/v em álcool etílico 70%)

100 mL

Xarope simples

900 mL

 
Modo de preparo

Com o auxílio de uma proveta, medir a quantidade necessária do xarope simples e acrescentar a tintura de acordo com a formula padrão. Misturar até a preparação se tornar homogenia. Filtrar se necessário, envasar em frascos âmbar esterilizados e etiquetar. 

Principais indicações

Tosses secas e produtivas em geral.

Posologia

Uso oral: tomar 1 colher de sobremesa ou chá, 2 a 3 vezes ao dia, durante 7 a 10 dias.

Farmácia da Natureza
[ 2 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Justicia pectoralis (folha - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

100 mL

Achyrocline satureioides (flor - tintura 10% p/v em álcool etílico 70%)

100 mL

Xarope simples

800 mL

 
Modo de preparo

Com o auxílio de uma proveta, medir a quantidade necessária do xarope simples e acrescentar as tinturas de acordo com a formula padrão. Misturar até a preparação se tornar homogenia. Filtrar se necessário, envasar em frascos âmbar esterilizados e etiquetar. 

Principais indicações

Tosses secas e produtivas em geral.

Posologia

Uso oral: tomar 1 colher de sobremesa ou chá, 2 a 3 vezes ao dia, durante 7 a 10 dias.

Farmácia da Natureza
[ 4 ]

Fórmula

Componente

Quantidade

Folha seca rasurada

0,4 a 0,6 g ou uma colher de chá caseira rasa

Água q.s.p.

150 mL

 
Modo de preparo

Preparar por infusão, por 5 minutos.

Principais indicações

Afecções das vias respiratórias superiores e inferiores.

Posologia

Uso oral: adultos devem tomar 150 mL (1 xícara de chá) do infuso duas a três vezes ao dia.

Uso oral: crianças acima de 3 anos devem tomar 3 mL (1 colher de chá caseira) do infuso por quilograma de peso corporal por dose, duas a três vezes ao dia.

Referências bibliográficas

Dados Químicos
[ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 ]
Marcador:
Principais substâncias:

Ácidos fenólicos

ácido cafeico.

Ácidos graxos insaturados

palmítico e esteárico.

Alcaloides indólicos

Aminoácidos

betaína, fosfoserina, hidroxiprolina, treonina, serina, asparagina, prolina, glicina, alanina, ácidos α-aminobutírico e γ-aminobutírico, valina, isoleucina, leucina, fenilalanina, ornitina e lisina.

Cumarinas

1,2-benzopirona, dihidrocumarina e umbeliferona.

Fitosteróis

β-sitosterol.

Flavonoides

apigenina, swetiajaponina, swertesina e seus derivados.

Lignanas

justicidina B.

Minerais

cálcio, ferro e potássio.

Óleos essenciais

Outras substâncias

2-metoxi-4-cromono, 3-isocromona, ácido 3-fenilpropiônico, ácido propiônico 3-(2-hidroxifenil), éster metílico do propiônico 3-(2-hidroxifenil) e ácido trimetilsilil 3-fenilpropiônico.

Polifenóis

ácido elágico.

Saponinas

Triptaminas

Vitaminas

tiamina, riboflavina, niacina e ácido ascórbico.

Referências bibliográficas

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2024
Arquivo: PDF icon Download (803.63 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Sistema de Farmacovigilância de Plantas Medicinais
Ano de Publicação: 2021
Arquivo: PDF icon Download (233.44 KB)

Tipo: Nacional
Tipo de Monografia: Farmacopeia
Ano de Publicação: 2019
Arquivo: PDF icon Download (759.41 KB)

Advertências: 

suspender o uso se houver alguma reação indesejável. O uso contínuo não deve ultrapassar de 30 dias, podendo repetir o tratamento, se necessário, após intervalo de 15 dias. Há experiência de sua indicação a partir dos 3 anos, sendo esta prática sempre orientada pelo profissional pediátrico[1,2].

Contraindicações: 

em gestantes, lactantes, pacientes alcoolistas, abstêmios ou em tratamento para o alcoolismo (referente ao uso de formulações contendo etanol), portadores de problemas de coagulação e em uso de anticoagulantes e analgésicos[1,5].

Efeitos colaterais e toxicidade: 

plantas dessecadas inadequadamente e contaminadas com fungos podem provocar quadros hemorrágicos, pela transformação das cumarinas em dicumarol. Esta espécie é considerada muito segura, principalmente, se uso de doses e tempo de tratamento adequados[1,2,3,4,6].

Interações medicamentosas: 

pode potencializar a ação de medicamentos utilizados para broncoespasmo[6].

Referências bibliográficas

Propagação: 

por divisão de ramos destacados lateralmente da planta mãe ou por estacas de 15 cm de comprimento, contendo de 5 a 7 pares de gemas e com apenas um par de folhas na parte apical da estaca. Estacas ou ramos enraizados devem ser inseridos em sacos plásticos contendo substrato solo, areia e esterco (3:2:1). Transferir para viveiro (sombrite 50%) permanecendo por 60 dias, posteriormente a este período devem ser transferidas para o plantio em local definitivo, em canteiros semi-sombreados com espaçamento de 30 cm entre plantas e 40 cm entre linhas. Plantas cultivadas a pleno sol apresentam maior teor de cumarina [ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 ] .

Tratos culturais & Manejo: 

a irrigação deve ser realizada em dias alternados. Pode-se realizar a adubação, se necessário, com 5 kg de composto orgânico ou esterco (curtido e peneirado) para cada 1 m2 [ 1 , 2 ] .

Colheita: 

deve-se iniciar 3 meses após o plantio, antes do florescimento, no período da manhã entre 9 e 10 horas e 10 cm acima do solo. Segundo a sabedoria popular recomenda-se que a colheita das partes aéreas das plantas deva ser realizada na lua cheia [ 1 , 2 , 4 ] .

Pós-colheita: 

a secagem deve ser realizada em estufa de ar circulante, a temperatura de 45°C/36 horas, posteriormente a droga vegetal deve ser armazenada em ambiente não úmido e ser utilizada dentro do período de 4 meses. A cumarina, substância química presente nesta espécie é muito volátil e com o tempo pode ocorrer redução deste composto, comprometendo a qualidade do fitoterápico. A droga vegetal deve ser moída em moinho de faca, até a granulometria de 40 mesh, e posteriormente ser utilizada na preparação de tinturas e extrato [ 1 , 2 ] .

Problemas & Soluções: 

as folhas tornam-se amareladas quando a planta é cultivada em pleno sol ou verdes escuras em ambientes de sombra. Alguns autores afirmam que adubações orgânicas e minerais não influenciam o crescimento e a produção de biomassa da planta, contudo reduz o teor de óleo essencial na folhas. O fitoterápico pose ser preparado a partir das folhas frescas, caso não seja possível realizar a secagem adequada, evitando assim o crescimento de fungos. Plantas desidratadas inadequadamente e contaminadas por fungos, podem provocar quadros hemorrágicos, pela transformação da cumarina em dicumarol [ 2 , 4 ] .

Referências bibliográficas

Parceiros